quinta-feira, 25 de março de 2021
A propósito de Basquiat e os "seus" milhões...
terça-feira, 2 de março de 2021
Yuval, parte II
Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã (2015)
Pode-se dizer que é o livro "do meio", da trilogia de Yuval Noah Harari. Publicado em 2015, seguiu o sucesso do livro anterior "Sapiens: Uma Breve História da Humanidade".
Neste livro Harari vai abordar as questões mais técnicas da humanidade, ou seja, pelas habilidades e competências adquiridas pelo Homem ao longo dos tempos, a sua evolução enquanto espécie dominante e todas as implicações éticas que daí resultam.
Guerra, fome, morte e Deus. Deixa-nos a pensar no próximo livro, que aborda o futuro...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
A Simplicidade da Atualidade
O oitavo álbum do norte-americano Sufjan Stevens até atingiu alguma notoriedade, dando nas vistas nas revistas da especialidade, saindo cada vez mais da penumbra onde por vezes ficam este cantautores "mais sensíveis".
Algures entre a música de autor e um pop delicado, bem composto e produzido, são canções que nos tocam, pela sua sensibilidade e inteligência, assim como atualidade e contemporaneidade do discurso.
"Exaustivo, denso e detalhado (...)". Foi o que a Pitchfork disse deste trabalho, mais um na brilhante, interessante e criativa carreira de Sufjan Stevens, embora pertencente ao panorama alternativo e menos mainstream, foi já nomeado para os Grammy e Óscares.
Sem ser dos seus melhores trabalhos, é sempre um prazer e uma alegria ouvir o trabalho dele, sabendo que toca muitos dos vários instrumentos que utiliza, explorando temas musicais da eletrónica ao folk, passando pelo lo-fi e músicas de Natal...
Um Contemporâneo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
Cyrano, um clássico...
Este filme de Jean-Paul Rappenau, baseado na peça do século XIX de Edmond Rostand, é de facto uma delícia cinematográfica.
Cyrano de Bergerac (Gérard Depardieu) é uma figura carismática em plena Paris do século XVII, famoso poeta, filósofo e espadachim, mas também reconhecido pelo seu enorme nariz, o maior de França!
O filme vai então rodar-se em torno das peripécias apaixonadas deste personagem e de um conjunto incrível de co-protagonistas, e com base num dos grandes temas da humanidade: um amor não correspondido.
Tornou-se uma referência para os amantes e estudiosos da sétima arte, pois Rappenau transformou esta peça de teatro (muito particular e também ela seminal) em puro cinema.
Desde a famosa cena da introdução, ao ritmo incrível que conseguiu implementar, da espetacularidade das batalhas e o intimismo entre os três protagonistas, e isto tudo mantendo o verso de Rostand - é um conjunto de riquíssimos pormenores que o remetem para os anais do cinema.
Depardieu ajuda de facto à festa e ao sucesso do filme, encaixando como uma luva neste papel fanfarrão, mas sofrido, que lhe trouxe a nomeação para o Óscar de Melhor Ator, e mesmo o César e prémio de Melhor Ator no Festival de Cannes.
Mais uma vez, um clássico obrigatório para a história do cinema.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
O Poeta Atlântico do Concretismo (e outras cousas, como a Mundividência ou a Perfeição).
"Emanuel Félix: Obra Completa. Poesia - Prosa - Vária" (2015)
Excelente iniciativa do Governo Regional, já no ido ano de 2015, onde se homenageou o trabalho de Emanuel Félix, com um trabalho de recolha e embelezamento étnico-poético por parte de Vasco Pereira da Costa.
São três volumes, Poesia, Prosa e Vária. Se o centro do seu trabalho reside da sua poesia, onde é um dos nomes maiores da língua portuguesa, também nos textos aqui reunidos conseguimos ver a sua ética, cuidado e interesse pela humanidade.
Obviamente uma forte tentativa de catapultar o nome de Emanuel Félix para um panorama nacional, que deve continuar a ser reforçada.
Um dos nossos clássicos.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
A Netflix a dar-me música
What Happened, Miss Simone? (2015)
Chasing Trane: The John Coltrane Documentary (2016)
Miles Davis: Birth of the Cool (2020)
PS: Fez-me recordar os "5 Noites, 5 Filmes", da RTP 2
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Quintessencial YLT
I Can Hear the Heart Beating as One é o oitavo álbum da incrível discografia dos Yo La Tengo, lançado em 1997 pela Matador. A melancolia é o tema central, com guitarradas muito pop, um baixo muito presente, e influências nítidas de música eletrónica, bossa-nova e krautrock.
Curiosamente foi o primeiro álbum dos Yo La Tengo a entrar em tops, neste caso da Billboard, tendo o disco recebido excelentes críticas de várias revistas e jornalistas, realçando o facto de explorarem ao máximo as fronteiras do pop.
Esta banda de referência do universo indie pop formou-se em New Jersey a meio da década de 1980, e são compostos pelos amigos Ira Kaplan (guitarra, piano e voz), Georgia Hubley (bateria, piano e voz) e James McNew (baixo e voz).
Nunca atingiu grande reconhecimento público ou entrou na vaga de sucesso mainstream, mas é considerada uma das bandas preferidas dos críticos de música dos EUA, pois deliciam-se com as pérolas musicais que produzem... No entanto servem de referência a inúmeros projetos musicais nos últimos 30 anos, assim como mantém um forte número de seguidores de nicho, de culto (como eu...).
Quintessencial.












