terça-feira, 31 de maio de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

"Interstellar" - Amor Interdimensional

Interstellar (2014)

Intenso filme de Christopher Nolan, com um elenco de luxo (Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Michael Caine e outros), sobre a história de uma equipa de astronautas numa viagem em busca de um novo lar para a humanidade, perante a certa destruição do planeta Terra, inspirado no trabalho do físico norte-americano Kip Thorne ("o" especialista mundial em buracos negros).

Assim, para esta busca pelo futuro do Homem, através de buracos negros, Nolan contratou Hoyte van Hoytema, que filmou este projeto em formato de 35 milímetros anamórfico (ou seja, filmar em widescreen mas em película de 35 mm), e também em formato IMAX 70 (película de 70 mm, a maior de todas, e apenas utilizada para projeção em salas específicas) - tudo em prole do impacto visual da obra.

Tem uma abordagem interessante, pois os buracos negros ainda são atualmente como a viagem à Lua na década de 60, onde as dúvidas sobre a sua veracidade eram comuns... Mas seja em que dimensão for, os sentimentos humanos são sempre os mesmos...

Tornou-se num grande sucesso de bilheteira, recebendo paralelamente boas críticas, tendo ainda ganho um Óscar na categoria de Melhores Efeitos Visuais, além de outras 4 nomeações.

Épico.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pelo Tempo: "Uma Exposição – Várias Sinergias" (2013-04-17)

No passado dia 15 de Abril ocorreu a inauguração da exposição “Bandas Sonoras”, da fotógrafa Rita Carmo, no Clube de Oficiais da Base Aérea das Lajes, encontrando-se patente até ao próximo dia 15 de Maio.
Este é o primeiro evento resultante de um protocolo assinado entre o Clube de Oficiais e a Associação Cultural Burra de Milho, assinado no momento da abertura da exposição, e que visa a partilha de esforços, competências e recursos, que por seu lado permitam uma maior divulgação de eventos, coprodução de atividades e desenvolvimento de ações formativas nas áreas culturais e criativas.
No mesmo momento foi também assinado um protocolo com o Instituto Açoriano de Cultura (IAC), semelhante no conteúdo e na forma, sendo que ambas as parcerias visam contribuir para o aumento de interação entre a população da ilha e os militares da Base Aérea nº4.
É hábito referir-se, a nível de comentário ou análise política, a fraca relação e aproveitamento de sinergias entre agentes culturais, não só na Terceira, mas em toda a região. Com este caso observa-se exatamente o oposto, numa excelente iniciativa, com origem no Clube de Oficiais, a que prontamente se associaram duas entidades com relevante ação cultural ao nível regional.
Como foi referido na inauguração, trata-se também de uma excelente reação ao momento de crise que atravessamos, ocultando-se possivelmente na arte e na cultura algumas respostas e soluções, com base em dinâmicas como a demonstrada neste caso.
E esta exposição é de facto um claro exemplo disso, onde o primeiro destaque vai para a própria artista, Rita Carmo, que disponibilizou o seu trabalho para vários eventos. É uma fotógrafa de renome dedicada à cena musical há cerca de 20 anos, colaborando desde o semanário Blitz, a autora de várias publicações e exposições em Portugal e no estrangeiro, assim como responsável por algumas capas de álbuns e imagens de divulgação de artistas portugueses (Carminho, Diabo na Cruz, Deolinda, etc.).
A sua mais recente relação com os Açores surge enquanto júri do LABJOVEM – Concurso de Jovens Criadores dos Açores, organizado pela Burra de Milho, e que deu origem à vinda desta exposição para a região, tendo já sido apresentada na Galeria Arco 8 (Ponta Delgada), na Academia da Juventude e das Artes da Ilha Terceira (Praia da Vitória), Teatro Angrense (Angra do Heroísmo) e Núcleo Museológico dos Altares.
Esperemos que esta dinâmica alavanque outros projetos e parcerias ao nível de ilha e da região, com um aproveitamento sustentável e racional dos meios existentes, e num espírito de cooperação e não de competição…

terça-feira, 26 de abril de 2016

História da Música - guiados pela voz de Pollard

Guided by Voices - Bee Thousand (1994)

Este é o sétimo álbum do coletivo Guided by Voices, gravado, como habitualmente, em gravadores caseiros, tipo quatro pistas, ou outras soluções menos convencionais, evitando sempre os estúdios profissionais...

Esse aspeto ajudou a reforçar o seu estatuto como uma das bandas definidoras do estilo musical "lo-fi" (fraca qualidade de gravação sonora), com inspiração nas bandas punk inglesas da década de 60 e 70, o que fez com que a banda começasse a dar nas vistas e inclusive a assinar com uma grande editora (Matador Records).

O grande líder e mentor deste projeto, o multi-facetado Robert Pollard, tem sido a marca constante da banda, sendo que os restantes elementos tem variado de disco para disco e de tour para tour... podendo mesmo considerar este como um projeto individual, mas tem existido sempre como banda.

Este foi também o primeiro dos últimos álbuns, pois devido a dificuldades financeiras, motivos familiares e devido à sua carreira de professor, decidiu acabar com o projeto. Mas durou pouco tempo, e a banda tem-se reunido várias vezes, com novas pessoas, novas editoras, novos álbuns, e mais recentemente, entre 2010 e 2014, vários concertos "reunião".

Aparentemente tocarão este ano ao vivo, assim como corre um boato de que editarão um álbum novo, provavelmente originado por Pollard...

Banda fundamental da história musical do século XX/XXI.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Kafka no Castelo do Absurdo

Franz Kafka - O Castelo (1926)

Outro magnífico livro de Franz Kafka escrito em apenas seis meses, em 1922, com a curiosidade de apenas ter sido editado após a sua morte.

Novamente o personagem principal chama-se K., assim como em "O Processo", e é um agrimensor (topógrafo da área da agricultura...) que se desloca a um castelo num local não especificado para prestar os seus serviços, mas por mais que tente, não consegue entrar.

Novamente as interpretações são várias, mas podemos centrar-nos numa crítica à burocracia e ao absurdo, assim como uma viagem pelo seu próprio inconsciente, também ele confuso.

Ficamos também com uma clara evocação a uma crise existencial (autobiográfica ou não), onde estamos perante alguém que não encontra as respostas que precisa para as muitas perguntas sobre o sentido da vida - sendo o personagem absorvido pela rotina e aceitando a realidade como ela é.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Kusturica - Arte e Polémica!

Underground: Era uma vez um país... (1995)

Um dos filmes mais mediáticos e conhecidos de Kusturica, que surgiu numa fase em que ainda não era muito conhecido. Passa-se entre a II Guerra Mundial e os anos 90, com a Guerra dos Balcãs por palco, começando pelo tráfico de armas, apoio à resistência, traição e amizade...

Ajudou muito à sua divulgação o facto de ter vencido a Palma de Ouro em Cannes (1995), a segunda vez que Kusturica ganhou o prémio, com o filme "O Pai foi em Viagem de Negócios", algo apenas conseguido por 7 realizadores.

Mas este sucesso cinematográfico originou um grande número de críticas, relacionados com a sensibilidade da temática, nomeadamente, as questões em torno das atrocidades na Guerra dos Balcãs, entre Sérvia e Bósnia e ainda a questão religiosa.

Esta polémica tem acompanhado sempre a carreira do realizador, e em particular este filme, mas não lhe tira o valor cinematográfico, e pelo menos, para um público inteligente e aberto, uma porta para pensar nas questões abordadas pelo filme, sem tomar partidos...

Grande Filme!


terça-feira, 8 de março de 2016

Pelo Tempo: "Aviventar - 10 000 visitas!" (2013-02-26)

Após uma divertida experiência bloguista, em plena febre do movimento em Portugal (2003-2007), e por motivos profissionais, estive vários anos sem esse escape, o de ter um espaço próprio onde dominamos o conteúdo, a ética e o sentido de humor. Assim, em Setembro de 2011, decidi voltar a combater a vergonha e a falta de confiança, e dar a cara por um blogue, dentro dos meus gostos e competências, abordando temas e áreas sobre as quais me interesso e que são o objeto da minha vida profissional: arte, cultura e património.

Nesse sentido, e num espírito de constante renovação e discussão que tento imprimir às minhas próprias ideias, assim como ao próprio ambiente do país, que já começava a esmorecer devido à crise iniciada em 2008, escolhi o verbo “aviventar” para título do blogue, que significa “dar nova vida, fortalecer; recuperar o ânimo, realentar.”

De ter um espaço onde desabafar algumas ideias, partilhar artigos publicados na imprensa regional e tentar promover ao máximo as artes e atividades culturais a decorrerem nos Açores, até atingir as 10 000 visitas em 15 meses, superou de facto todas as expetativas (que nem existiam…).

Na lógica dos conteúdos permanentes do blogue, tenho apresentado sempre um disco ou músico que esteja a ouvir com mais atenção, um filme que me tenha marcado (fortemente), assim como um livro, atual ou marcante na minha vida.

Ao nível das mensagens postadas, a música é a etiqueta mais utilizada, pois é a paixão mais fácil e douradora da minha vida (ao nível de hobbies…), seguida do cinema e fotografia, preferencialmente abordando questões relacionadas com os Açores e a contemporaneidade, e ainda algumas referências literárias.

A título de curiosidade, é de referir que a mensagem mais vista foi uma relativa ao pintor britânico Francis Bacon, com mais de 1000 leituras, o que infelizmente só significa que não existe muita informação sobre este grande artista. A maioria dos visitantes do blogue tem origem em pesquisas realizadas no Google e do caderno de artes do jornal Público.

Curioso também é o facto de a maioria das pesquisas via Google serem do Brasil… Outra surpresa é o país de origem dos visitantes, muito mais para um blogue escrito apenas em português.

Em primeiro lugar surgem os Estados Unidos da América (com mais de 3500 visitas), o que até se compreende pela grande comunidade portuguesa (e açoriana) lá residente, seguido de Portugal e Brasil, e logo de perto pela Alemanha, Rússia, França e Suécia… Vá-se lá perceber, mas não deixa de ser estimulante constatar estes dados esquisitos.


PS. Atualmente (Março de 2016), o blogue caminha para as 30.000 visualizações, e mesmo não sendo a atitude mais humilde e modesta possível, tentando mesmo ser de partilha, fico feliz por ter estes números.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Um Disco Verdadeiramente Messiânico...

D'Angelo and The Vanguard - Black Messiah (2014)

É incrível como este é apenas o terceiro álbum de D'Angelo, sendo que é editado 14 anos após o segundo (Voodoo, disco de platina e ouro em vários países, incluindo os EUA)!

Black Messiah era então esperado com grande expetativa, e contrariando as habituais desilusões neste mercado, superou toda a crítica e aclamação pública.

Mesmo sendo um género menos popular na Europa, este trabalho tornou-se contemporâneo e transversal, originando num soul psicadélico, passando pelo funk rock e com toques de neo souljazz, ou seja, um som de autor, mas de base soul, e bebendo de várias influências, acima de tudo com uma qualidade e criatividade incríveis!

Possui ainda uma inteligente e mordaz dose de crítica social, apanágio deste poeta americano, do povo, tendo entrado em quase todas as listas de top 10 do ano nas revistas e sites da especialidade.

Um dos meus discos preferidos (de 2 ou 3...) de 2014/2015!

Ganda Malha!




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Leonardo Drew: "Raw..."

Leonardo Drew é um artista norte-americano, cujo trabalho, agora aclamado, se baseia em esculturas que utilizam apenas materiais naturais, assim como o recurso a vários processos naturais - a Mãe Natureza como parceira!

Desde a oxidação, queimar ou apenas decompor, os seus trabalhos resultam em esculturas de grande dimensão e intensidade, numa lógica de crítica social e luta contra as injustiças do mundo, com base no ciclo da vida e da decadência da natureza.

Obrigatório e seminal.









sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nebraska a Preto e Branco

Nebraska (2013)

Magnífico filme de Alexander Payne (Os Descendentes, Sideways ou As Confissões de Schmidt), numa onda de comédia negra, neste caso, a preto e branco.

Com um argumento refinado, conta também com um conjunto de atores que apenas enriquecem o filme, com o óbvio destaque para Bruce Dern (Prémio de Melhor Ator em Cannes e nomeação para Óscar), mas também Will Forte e June Squibb (nomeada Melhor Atriz Secundária para os Óscares).

A história é simples, mas como se pretende, complexa: Dern interpreta um idoso desgastado e alcoólico que acredita ter ganho 1 milhão de dólares num daqueles concursos publicitários que chegam pelos correios.

Decide então ir a pé até à distante cidade de Lincoln (no estado norte-americano do Nebraska), não deixando hipótese ao seu filho levá-lo de carro, que devido a um pequeno incidente, transforma a viagem num retomar de laços com antigos familiares... "road trip"!

Mas perante a possibilidade de existir um grande prémio em dinheiro, desperta a cobiça em todos os familiares, levando a um conjunto de episódios típicos da ganância humana...

A nível técnico, de destacar a poética opção de utilizar uma câmara específica, uma "Arri Alexa" com lentes Panavision C-Series (coisas técnicas...). O filme foi então filmado com uma luz especial, tendo em vista que posteriormente seria convertido em preto e branco... muito bom.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pelo Tempo: "A experimentar se aprende, valoriza e enriquece…" (2013-02-05)

Felizmente muito se falou do projeto musical O Experimentar Na M’Incomoda, liderado pelo faialense Pedro Lucas (radicado na Dinamarca), tendo causado sensação a nível nacional, obtendo várias referências em jornais e revistas da especialidade.
O projeto reside na reinvenção da música tradicional açoriana, onde se utiliza por base músicas do nosso folclore (podemos chamá-la assim, para simplificar…), e se insere uma nova roupagem contemporânea, criando novos ambientes sonoros.
Mas não se trata apenas de pegar no “Pezinho de São Miguel” e dar-lhe uma batida house ou hip-hop, nem de perto nem de longe – a preocupação com a sensibilidade do assunto é imensa e reflete-se no admirável trabalho editado.
Conta com a colaboração de um grupo vasto, destacando-se as participações de Zeca Medeiros, Miguel Machete, Pedro Gaspar e Jácome Armas e outros, acompanhado ainda de uma forte componente visual, numa tendência paralelamente contemporânea e de reinvenção da estética açoriana…
O seu primeiro trabalho foi editado em 2010, O Experimentar Na M’Incomoda, que dá nome ao projeto, e tem por base o disco de 1998 do terceirense Carlos Medeiros, O Cantar na m’Incomoda, também este de reinterpretações de músicas tradicionais açorianas. Destaque ainda para a excelente capa de Andrea Inocêncio, artista multifacetada que residiu e absorveu a experiência açoriana.
O segundo álbum, 2: Sagrado e Profano, apresenta-se como recriando uma festa religiosa numa freguesia açoriana, na mesma linguagem e atitude de reinvenção do disco anterior.
Muitos dos temas utilizados neste segundo trabalho são originários das recolhas efetuadas pelo Prof. Artur Santos nas décadas de 1960, assim como do disco Pastor do Verbo, sobre o terceirense José da Lata, uma edição da Direção Regional da Cultura.
Basicamente tratam-se dos meus dois primeiros projetos sérios (e remunerados…) após a conclusão da licenciatura, no início da década de 2000, tratando no primeiro da catalogação e inventariação do espólio no Museu de Angra, e no segundo realizado a pesquisa e texto que acompanhou o disco.
Esta recolha de Artur Santos é de uma importância extrema com vista à preservação da cultura açoriana, contribuindo fortemente para o conhecimento das nossas tradições orais, principal fonte do nosso vasto património imaterial e intangível, que reside, aliás, no nosso imaginário coletivo.
Em algumas anotações do riquíssimo espólio que nos deixou Artur Santos, é óbvia a admiração por José da Lata, realçando que sempre que participava na gravação de uma canção, automaticamente conferia-lhe qualidade, pela sua maneira única e singular de sentir o que cantava.
Vemos assim com este trabalho de Pedro Lucas a nossa memória e identidade cultural valorizada, relembrada e enriquecida, contribuindo com uma postura contemporânea e preocupada com a preservação da nossa identidade cultural.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Políticas Culturais

​Maria de Lourdes Lima dos Santos (Coord.) - ​As Políticas Culturais em Portugal (1998)

Obra seminal desta área de estudos sobre a gestão das políticas culturais em Portugal, e que abriu uma janela de oportunidade a vários investigadores de verem o seu trabalho, além de levado mais a sério, com possibilidades de apoio, divulgação e mesmo publicação, em muito devido ao trabalho do Observatório das Atividades Culturais, extinto pelo anterior governo de Passos Coelho...

A sua coordenação ficou a cargo de Maria de Lourdes Lima dos Santos, doutorada em Sociologia da Cultura, é investigadora coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (jubilada), entre outros cargos e distinções. Foi presidente do Observatório das Actividades Culturais (OAC) até 2007, e a sua actividade de investigação tem privilegiado o estudo das mudanças recentes no sistema de produção, difusão e consumo cultural; das políticas culturais; dos públicos da cultura; dos eventos e dos equipamentos culturais.

Fundamental para quem quer investigar e trabalhar nesta área de estudo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dá-lhe Manel!

Foge Foge Bandido - O Amor Dá-me Tesão / Não Fui Eu que Estraguei (2008)

Em 2008, e depois de 10 anos de ausência, Manuel Cruz (ex-Ornatos Violeta), editou um magnífico disco duplo com livro.

O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu que Estraguei tem cerca de 80 faixas e um livro ilustrado a acompanhar, e contou com a colaboração de vários amigos do artista, como antigos companheiros dos Ornatos, Bezegol, Pacman ou mesmo os pais, irmãos e animais domésticos de Manuel Cruz.

Musicalmente podemos considerá-lo um disco lo-fi disparatado, com grandes e irónicas canções, sempre com vontade de provocar e mexer com as mentalidades. Com tantas canções, acabamos por encontrar um pouco de tudo, com mais e menos qualidade, com mais ou menos intenção e espontaneidade.

Muito Bom.

Continua amigo...

domingo, 10 de janeiro de 2016

O Cohen Brothers, where did you came from?



O Brother, Where Art Thou? (2000)


Três prisioneiros escapam da prisão em pleno Mississipi, na Grande Depressão Americana, lançados numa aventura "cohenesca", em busca da liberdade, da felicidade e dos seus lares. 

George Clooney, John Turturo e Tim Blake Nelson protagonizam os nossos foragidos, numa nítida comparação à Odisseia de Homero, mas no Mississipi rural...

Além de uma grande história, como o humanismo desta dupla de realizadores já nos habituou (Ethan e Joel Cohen), o filme tem um delicioso tom sépia, tendo sido totalmente corrigida a sua cor em toda a duração do filme - e depois, a música, como sempre nestes filmes - grande recolha de música folk americana da época, valendo vários prémios, distinções e excelente críticas (Grammys incluídos).

Sempre a rever...