LAGOS 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
New Foxygen For Music
Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace and Magic (2013)
Para todos os efeitos este é o primeiro disco de longa duração editado pelos Foxygen (dois jovens amigos de Los Angeles), no que pode ser considerado um duo de rock experimental. Aclamado pela crítica, acabou por criar um certo movimento de culto, mas com base na criatividade e coerência das suas músicas, e nada mais.
O som é nitidamente neo-psicadélico, ou seja, baseado na música psicadélica dos anos 60 e 70, talvez na sua vertente mais rock, como os Beatles ou mesmo os Beach Boys... parece foleiro não é? Não, é a releitura atual mais interessante - quando bem feita, como é este o caso.
Pessoalmente fazem-me lembrar a cena mais calma dos Rolling Stones, com um cheirinho a Tame Impala... Muito Bom!
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A Antropologia e as Questões de Género...
Margaret Mead - Sexo e Temperamento (1935)
Obra seminal de Margaret Mead, de 1935, onde se apresentam os estudos sobre três tribos da Nova Guiné, desde a sua infância à idade adulta, no que diz respeito à sua intimidade.
As três tribos, bem diferentes entre si (Arapesh, Mundugumor e Tchambuli) ajudam a autora a expor a sua teoria, onde argumenta que as diferenças entre géneros (homem e mulher) não se baseiam em questões sexuais fundamentais, mas sim em condicionantes culturais de diferentes sociedades, ditando posteriormente a base dos estudos que surgiriam sobre a questão de género.
Faleceu em 1978, e durante os anos 60 e 70 tornou-se uma figura conhecida dos Estados Unidos por surgir recorrentemente na televisão, muitas vezes em questões relacionadas com o género.
Um facto curioso, mas de alguma relevância histórica, é que este trabalho de Mead, católica anglicana, ajudou a moldar a revolução sexual dos anos 60, e mesmo em alguns contextos de maior conservadorismo, típico do estilo de vida religioso das sociedade ditas ocidentais da época.
Antropologia em ação, ao serviço da humanidade e da civilização...
terça-feira, 30 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Pelo Tempo: "Jeff Wall – Uma Rajada Intelectual" (2011-08-07)
Tento
aproveitar esta oportunidade para abordar temas obviamente do meu
interesse, como arte, cultura e comunicação em geral, com alguns
laivos à sociedade e à política…
Acho
importante a presença destes temas no dia a dia das pessoas, sendo
mesmo minha convicção que a arte é um dos principais
impulsionadores de um verdadeiro desenvolvimento social sustentável,
equilibrado e civilizado.
Assim,
e numa perspetiva local, tento quando possível, que o teor deste
espaço seja regional ou nacional… que não é o caso de hoje.
Há
muito que tenho desejo de escrever sobre Jeff Wall, mesmo sendo
difícil definir, mas deve ser o meu fotógrafo preferido. Tenho
outros, nacionais e internacionais, mas este marcou-me
particularmente, talvez por tenha sido através das suas imagens que
comecei a aprender sobre fotografia contemporânea.
Nascido
em 1946 no Canadá, desde os anos 60 e 70 que se tornou uma das
principais figuras da cena artística de Vancouver, cuja escola
ajudou a definir através de vários trabalhos escritos de relativa
importância. Está sempre muito presente esta cidade no seu
trabalho, misturando a sua beleza natural, e decadência urbana e
mesmo moral.
Estudou
na Universidade de British Columbia e no Courtauld Institute, e
depois deu aulas em várias universidades e institutos, assim como
publicou outros importantes ensaios sobre fotografia e arte sobre com
vários artistas de renome internacional. Entre os vários prémios
que já recebeu, destaque para o Hasselblad Award, reconhecido prémio
de uma academia sueca em fotografia.
Enquanto
estudante, o seu trabalho foi bastante experimental e conceptual,
como se deseja num jovem, mas só em 1977 produziu o que se pode
definir como as suas primeiras “foto transparências retro
iluminadas”, pelo que ficou conhecido mundialmente, geralmente
encenadas e referindo-se a problemas da história da arte e
filosofia.
Embora
seja praticamente impossível referir apenas alguns trabalhos de Jeff
Wall, gostaria de destacar “Mimic” (1982), que desmonta o seu
estilo cinematográfico: um casal branco e um indivíduo asiático,
ambos de frente para a câmara, num ambiente norte-americano
suburbano, onde o homem branco, num gesto de troça e racista,
levanta com o dedo o canto superior do seu olho, simulando os olhos
orientais. No que parece uma fotografia casual, muito trabalho e
técnicos foram utilizados, para conseguir naquele momento
representar o que Wall desejava, ou seja, aquela tensão social
implícita, que afinal se baseava num gesto que o artista tinha mesmo
presenciado.
Uma
das suas imagens mais conhecidas deve-se ao facto de a banda
norte-americana Sonic Youth a ter escolhido para o álbum “The
Destroyed Room: B-sides and rarities”, de 2006, uma importante
coletânea para os seus fãs. A fotografia, de 1978, deu mesmo origem
ao nome do álbum, de extrema importância para o futuro trabalho de
Jeff Wall, como que um manifesto contextualizado de revolta e
agressão à vida doméstica, ao bom estilo punk
académico dos Sonic Youth.
Jeff
Wall pretende aperfeiçoar a “arte de não fotografar”, ou seja,
procurar as imagens que se escondem numa cidade, e depois a partir
delas construir momentos ficcionados para capturar novamente em
câmara. E isto é literalmente uma mistura de performance e
realidade, em que a fotografia de Jeff Wall se move.
As
suas fotografias são cuidadosamente pensadas e ensaiadas,
partilhando técnicas e pensamentos do cinema e da pintura, criando
um conjunto de imagens que derivam dessas duas técnicas.
Outro
exemplo, a finalizar, e uma das minhas peças de referência, é o
trabalho “A
Sudden Gust of Wind (after Hokusai)”,
de 1993, atualmente parte integrante da Tate Gallery. Trata-se de uma
transparência das já referidas, com 2,2 x 3,3 metros. Grande e
luminosa. É baseada numa xilogravura do artista japonês Katsushika
Hokusai, de 1831, que representa a época dos tufões e retrata um
grupo de viajantes lutando contra os fortes ventos, agarrando-se aos
seus chapéus e haveres.
Jeff
Wall transplantou essa imagem para a sua Vancouver, e demonstra um
grupo de personagens apanhados desprevenidos por uma súbita rajada,
levando um chapéu e muitos papéis pelo ar. O trabalho foi
construído a partir de 50 imagens, tiradas ao longo do ano, que
depois foram digitalizadas e processadas, quase como na produção de
um filme, mas trata-se “apenas” de uma fotografia… isto é Jeff
Wall.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Ganhou o Birdman!
Birdman (2014)
Eu nem queria dizer muito sobre o filme, mas é difícil. Esta história de um atormentado anti-herói apresentado por Michael Keaton (brilhante!), antigo ator de cinema e ícone cultural, que faz uma derradeira viagem na busca de relançar a sua carreira.
O filme foi timidamente surgindo em festivais, lançado a medo nos EUA, e gradualmente ocupando o seu espaço, conquistando os principais prémios dos Globos de Ouro, dos Screen Actors Guild Awards e presenças em outros festivais de renome na Europa.
Acabou por culminar na arrecadação dos Óscares de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original e Melhor Fotografia.
Se emocionalmente nos arrasta numa maravilhosa história, tecnicamente é um assombro, pois possui loucos e continuados planos, sem edição, que o realizador (Iñarritu) chamou de "realidade incontornável".
E depois o som. Que som - uma banda sonora composta inteiramente de solos de bateria e algumas peças clássicas (como Rachmaninoff ou Tchaikovsky), transmitindo uma cadência e ritmo ideais para o acompanhamento do percurso das personagens e da história.
Obrigado.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Rock do Bom!
Eagles of Death Metal - Death By Sexy (2006)
Este é o segundo disco dos Eagles of Death Metal - cujo nome assusta mais do que o seu som depois explora..., e foi editado em 2006. Demorou a tornar-se conhecido como um todo, e ajudou o facto de uma das canções ser usada num anúncio para a Nike em 2008 (com Cristiano Ronaldo e companhia), assim como está presente no jogo de computador "Need for Spreed: Carbon" - portanto, intensidade pura!
Rock despretensioso e sentido, de cariz atual e contemporâneo, teve uma excelente reação do público e da crítica, valendo também muito pelo seu espírito satírico e irónico, típico dos seus membros, e fazendo por vezes lembrar os míticos Electric Six.
A parte fixa da banda (os outros vão rodando...) é composta por Jesse Hughes e Josh Homme (líder dos Queens of the Stone Age e antigo membro dos Kyuss) - diversão total!
Puro, bom e divertido rock!
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