O Lado de Depois (2013)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
"a burra edita" Punk em Livro
"Vida Suburbana", de Paulo Lemos (Burra de Milho, 2014)
A Associação Cultural Burra de Milho, através da sua colecção literária "a burra edita", apresentou no passado mês de Janeiro o livro "Vida Suburbana", da autoria do terceirense Paulo Lemos, contando com a presença do Vereador para a juventude de Angra do Heroísmo, Guido Teles e do autor.
Que segredos nos esconde o Punk em Portugal?
É esta questão que Paulo Lemos se propõe a responder na sua obra de estreia, a primeira do género em Portugal. O livro aborda a subcultura Punk e explora os seus diversos campos artísticos e comunicacionais.
Iniciando uma abordagem ao Punk internacional, passamos pelo seu universo português, terminando com o estudo de caso da banda Punk mais antiga de Portugal em actividade: os Mata-Ratos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Uma Vida. Um Vencedor?
Boyhood (2014)
Magnífico projeto de Richard Linklater, que alcançou notoriedade e atenção por parte dos órgãos de comunicação social pelo facto de ter demorado 12 anos a filmar - mas sem esse "pequeno" pormenor, o filme não teria o poder que tem.
Produzido então entre 2002 e 2013, e com um orçamento muito modesto, acompanhamos o crescimento e passagem a adulto de um menino (Ellar Coltrane), e da sua vida familiar e social desde a infância até à entrada na universidade.
É poderoso acompanhar assim um menino, numa história terna, com dramas e momentos difíceis, mas com um sentimento de distância percorrido, de construção de uma vida, adpatando-se e sendo adaptada por ela.
Emocionante.
PS: Espero que ganhe o Óscar (ainda falta ver o "Birdman"...).
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Resta-nos Sempre a Música...
A
pedido de muitos núcleos familiares, e algumas insistências
institucionais, volto a partilhar a minha experiência com a música
ao longo do ano que terminou, com cada vez menos tempo disponível e
cada vez mais projetos a surgirem.
Sendo
o quinto ano que opino sobre alguns projetos musicais internacionais
e nacionais, já me apercebi que os jornalistas da especialidade têm
a tendência de dizer que "2010 foi um grande ano" ou "2013
foi cheio de surpresas" – pois para 2014 o cenário é meio
desmoralizador, afirmando alguns que foi um "ano morno" ou
"sem grandes surpresas".
Não
compreendo como, pois cada vez mais surgem novos artistas,
tornando-se incomportável acompanhar todas as tendências e
novidades, numa época de intenso desenvolvimento tecnológico em
relação às artes e à criatividade...
Então:
de acordo com as tabelas da crítica musical internacional, dois
discos dominam o panorama, nomeadamente o rap alternativo em Run
the Jewels 2 (resultando do
encontro de El-P com Killer Mike)
e Lost in the Dream dos The War on Drugs.
Outro
destaque terá de ir obrigatoriamente para o álbum Syro, de
Aphex Twin, que finalmente obtém o mérito generalizado e merecido a
nível mundial, sendo um ídolo para todos os amantes da música
eletrónica, principalmente da mais industrial e experimental. Não
lançava um disco de originais desde 2001!
Acho
que é justo destacar brevemente os álbuns It's Album Time de
Todd Terje (uma deliciosa e inteligente eletrónica suave), o
trabalho homónimo de St. Vincent, cada vez mais profunda e
indelével, e ainda Our Love, dos agora extremamente dançáveis
Caribou (mais eletrónica...).
Para
rematar o cenário internacional, os meus preferidos: To Be Kind,
dos Swan, que teve uma aceitação muito boa na crítica e nas
tabelas finais do ano; e o inevitável disco do ano: Benji,
dos maravilhosos Sun Kil Moon, liderados por Mark Kozelec. Trata-se
de um disco com contornos mágicos, desde logo o título, retirado
assumidamente do filme sobre um dos mais amados cachorros da história
do cinema, e que nos leva numa mágica e serena viagem pelo mundo das
letras e do folk contemporâneo.
Outra
saborosa curiosidade, que nem o próprio músico (antigo líder dos
míticos Red House Painters) sabe explicar, que é a relação com
Portugal, pois a sua editora chama-se "Caldo Verde Records"
e neste álbum é utilizada mais do que uma vez a guitarra
portuguesa, tocada pelo próprio Kozelec...
Já
vai longa a explanação auditiva, mas queria ainda referir os
projetos Perfume Genius e Future Islands, e a minha última
aquisição, Black Messiah por D'Angelo, apenas editado em
dezembro e talvez ainda pouco divulgado e conhecido – mas
magnífico! Hip-Hop, Soul e Funk de intervenção e introspeção...
A
nível nacional vivemos o ano da Capicua, pois a rapper portuense
saiu da sombra dos fãs do hip-hop para o reconhecimento generalizado
– deliciosa! Impossível não referir também os trabalhos de
Capitão Fausto (Pesar Sol), Dead Combo (A Bunch of
Meninos) e Sensible Soccers (8).
E
porque não uma secção regional? Aí teria de realçar os jovens
Sara Cruz e Rubeshe Silva (DL-Jay), e ainda a organização do
Festival Tremor, que tanta qualidade e inovação trouxeram a Ponta
Delgada (nota: começar a pensar em fazer perninhas noutras
ilhas...).
PS. Visto que quase 20 dias após o envio deste artigo de opinião, num espírito de partilha, para a imprensa escrita da Terceira, e nenhum interesse ter despoletado, decido obviamente a divulgação modesta via blogue. É assim.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Pelo Tempo: "Mais Cultura. Mais Democracia." (2011-09)
Felizmente
ao longo dos últimos anos, principalmente a partir dos anos 90, os
governos e a sociedade tem vindo a olhar para a arte e cultura em
geral com outros olhos, compreendendo o seu papel e importância para
o desenvolvimento socioeconómico das comunidades modernas.
Passou
a perceber-se e a aceitar que é uma área com regras próprias, com
as suas condutas, as suas especificidades, levando a que as pessoas
que nela estão envolvidas se vão tornando especialistas ou
conhecedoras dessas suas características.
Existe
um número cada vez maior de profissionais da cultura, que se formam,
trabalham e aprendem diariamente com atividades que consideramos
culturais. Desde os programadores culturais, aos responsáveis pela
logística, passando pelos técnicos de som e luz, e aos artistas,
evidentemente, representando um extenso grupo profissional, e que
muito tem batalhado pelo seu reconhecimento legal.
E
um dos aspetos mais importantes em toda a atividade em torno da arte
e cultura, por parte dos artistas e restantes agentes, é a sua
democratização, ou seja, torná-la acessível a todos, promovendo
valores culturais humanistas e críticos.
E
é com base na participação popular, da sociedade civil, que essa
democratização tem de evoluir, pois se as grandes decisões
relacionadas com as políticas culturais centrais são da
responsabilidade dos governos (centrais e regionais), é sobre a
esfera pública que recai a responsabilidade da iniciativa e
criatividade em eventos, momentos e intervenções, com destaque
óbvio para as associações culturais e cooperativas.
Quanto
mais os eventos e os trabalhos artísticos se aproximarem das
pessoas, quanto mais “fácil” for ao público conhecer e
compreender os trabalhos apresentados, mais pensaremos e
questionaremos os aspetos importantes da vida, originando uma
discussão permanente tendo em vista uma melhoria das condições
civilizacionais. Assim, quanto mais acesso à cultura, melhor
democracia.
PS. Texto de 2011, com a sempre curiosa intemporalidade do assunto...
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Que Linda Casa
Linda Martini - Casa Ocupada (2010)
Os Linda Martini são uns verdadeiros gigantes da música portuguesa, embora possam passar despercebidos à maioria da população. Juntos desde 2003, e a editarem desde 2006 (Mongol), revitalizaram o espaço do pós-rock em Portugal, criando uma vastíssima legião de fãs e conquistando a crítica e outros músicos nacionais, ganhando bastante espaço na rádio e ainda conseguindo a participação em alguns festivais de grandes dimensões, como as habituais queimas das fitas.
Em 2010 surge então "Casa Ocupada", o segundo disco de longa duração, colocando-os noutro patamar, quer de qualidade, quer de referência musical, arrecadando vários prémios, nomeações e acima de tudo variadíssimos elogios e referências por pessoas do meio musical e jornalístico.
Embora com uma identidade bem estabelecida, e com um patriotismo orgulhoso de destacar, são claros representantes de um conjunto de bandas de referência internacional, como os norte-americanos Mogwai, os ingleses Radiohead, ou os japoneses Mono.
A guitarra elétrica é rainha, rei e peão do seu som, podendo ser considerada a "guitarrada" a base do seu som, muito próprio e identificativo, mas que não se sobrepõe ao rock, por vezes pop, que caracterizam esta banda de "pós-rock português..."
Em 2013 editaram já o terceiro LP, "Turbo Lento", que teve uma grande receção por parte do público em geral, com salas cheias e atingindo os tops nacionais rapidamente, em discos e em serviços online.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Impressionantes Modest Mouse
Modest Mouse - The Moon & Antarctica (2000)
Terceiro disco dos Modest Mouse, sendo o primeiro numa grande discográfica (Epic), em CD e vinil, tendo já sido reeditado por mais duas ocasiões, não tendo no entanto ultrapassado o top 100 nos Estados Unidos, embora aclamado pela crítica e fãs, principalmente pelo facto de editarem por uma grande editora mas não perderem a sua essência e singularidade... negra e profunda.
Um trabalho ambicioso, criativo, cheio de referências ao futuro da humanidade e do planeta, à morte, e de um certo ambiente ficção científica, como a referência do próprio título ao filme Blade Runner. Disco impressionante.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Lateralmente Bom (Sideways)
Sideways (2004)
Excelente comédia dramática realizada por Alexander Payne, com base num magnífico argumento vencedor do Oscar, onde seguimos dois amigos numa viagem pela terra dos vinhos na Califórnia, na despedida de solteiro de um deles.
Estes dois quarentões conhecem então duas mulheres, que acabam por ter uma grande interferência nas suas vidas - apenas possível devido a um elenco de peso, com Paul Giamatti e Sandra Oh em destaque
Bom Filme.
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