quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Realmente Ver e Rever Kubrik

​Full Metal Jacket (1987)

Não acho que possa dizer muito sobre este filme - talvez um dos que mais vezes vi, obviamente um favorito (entre muitos, mas favorito...), na maravilhosa versão portuguesa Nascido Para Matar.

É o penúltimo filme de Stanley Kubrik, lançado em 1987, e conta-nos a história de um soldado norte-americano e a sua constatação da desumanização que a guerra do Vietname teve nos seus colegas durante a recruta, e posteriormente no terreno em combate.

Além de ser considerado um dos grandes filmes de guerra, em particular do Vietname (ladeando com Platoon e Apocalypse Now), é também um dos grandes filmes dos anos 80 e da história do cinema mundial.

É só ver e rever.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Brilhantes" Interpol

Interpol - Turn on the Bright Lights​ (2002)​

E com este brilho dramático, os Interpol deram-se a conhecer em 2002, estreando-se com Turn on the Bright Lights, tendo instantaneamente entrado nas boas graças de jornalistas e críticos musicais, facilitando-lhes assim o caminho para uma crescente legião de fãs - sendo considerado inclusive o álbum do ano pela prestigiada revista/site Pitchfork, assim como pelo crítico Michael Azerrad.

Além disso tudo, é de facto uma obra prima! Grande som, com uma visão contemporânea do rock de inspiração pós-punk, com sensibilidade, guitarradas e muita poesia. Mesmo pertencendo ao chamado novo indie-rock norte-americano, alcançou igual sucesso na Europa, com grandes vendas atingidas em ambos os continentes, discos de ouro e tudo...

Formados já em 1997, e associados à cena contemporânea de Nova Iorque, são de facto das principais figuras do rock pós-punk atual nos EUA, com associações claras aos Joy Division.

Clássico Contemporâneo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A Dor por Nanni Moretti

La Stanza del Figlio (O Quarto do Filho, 2001)

Nanni Moretti interpreta um psicanalista, com uma tranquila vida, plena de felicidade familiar e profissional. Mas num triste incidente o filho adolescente morre afogado na praia - a dor é profunda, com muito remorso, e levará a um conjunto de emoções bastante fortes ao longo do filme.

Este filme de 2001 trabalha esses efeitos psicológicos e emocionais da perda de um filho - do mais doloroso que o homem pode experimentar - de uma maneira que só Moretti o podia fazer, com aquela leveza que parece ser real, com a intensidade dos momentos mais tristes que todos conhecemos, e com um sentido ético extremamente apurado.

Cru e realista, foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes (2001), sendo também considerado um dos melhores 500 filmes de todos os tempos da credenciada Revista Empire.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

História da Música - Séc XX

Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow (1967)

Este mítico álbum de 1967 é uma das grandes referências na história da música popular contemporânea no que diz respeito à fusão entre o folk, o rock e o psicadélico, em pleno espírito dos anos 60, lançando também assim esta banda de culto, por vezes pouco referenciada na Europa, mas de estatuto nos EUA.

Foi Disco de Ouro nos EUA, ladeando com os Beatles e os Rolling Stones ou ainda os Velvet Underground. Já mais recentemente, foi considerado pela revista Rolling Stone como um dos melhores 500 discos de sempre (146º), tendo sido várias vezes reeditado ao longo dos anos.

Os Jefferson Airplane surgem no movimento musical de São Francisco, dois anos antes, sendo pioneiros da contra-cultura psicadélica da época, e mesmo a primeira banda do género a obter notoriedade nacional e internacional, passando por Monterey e Woodstock (entre muitos outros), assim como no famoso Festival da Ilha de Wight.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Pelo Tempo: "Jorge Barros - Aproximações" (2012-12-04)

Como noticiado por este jornal, durante o mês de Novembro esteve patente a exposição de fotografia “Aproximações”, de Jorge Barros, no átrio do Cento Cultural de Angra, numa iniciativa do Instituto Açoriano de Cultura, e com o apoio do Governo Regional dos Açores, neste caso integrada nas IV Jornadas de Reflexão de Animação Turística.
É composta por cerca de 40 imagens, aos pares, demonstrando particularidades do nosso património cultural (móvel e imaterial), sendo uma imagem oriunda do continente português e a outra dos Açores, ambas do arquivo pessoal de Jorge Barros.
Através da sua objetiva, solidificou-se o conceito de identidade nacional existente entre o território insular e continental, por vezes tão esparsa no dia-a-dia… Com estas imagens, encurtam-se então as impostas distâncias geográficas, dando lugar a uma complexa proximidade cultural.
Como diz o autor, no catálogo que acompanha o evento, são registos de “gestos e olhares do quotidiano em atos culturais de lugar em lugar, raiz e seiva espiritual que nos torna grandes como povo”.
Segundo o fotógrafo, este trabalho pretende ser “uma troca de olhares entre o continente e as ilhas açorianas”, sobre as quais pediu “a amigos escritores que escrevessem sobre elas”, o que veio a acontecer, como o caso de Alice Vieira ou Vasco Graça. Contextualizando, afirmou ainda ser este o seu “manifesto pessoal contra o desinvestimento na cultura”.
A exposição foi pela primeira vez apresentada durante as Sanjoaninas 2009, na galeria do IAC, tendo entretanto estado patente em Lisboa, Alcobaça, Varzim, Faial, Pico, Corvo e Flores, onde foi visitada pelo Presidente da República quando da sua passagem por esta ilha. Ainda bem que tem sido mostrada.
Jorge Barros nasceu em Alcobaça, no ano de 1944, e é um reconhecido fotógrafo, editado em variadas publicações, e muitas vezes fornecendo imagens para textos de autores conceituados. Quase sempre focado numa temática humana, já viajou por todo o país, sempre com uma sensibilidade que realça características culturais e etnográficas dos habitantes locais, nutrindo uma feliz “inclinação” pelos Açores.
É de louvar a sua afetividade, que acaba por realçar ainda mais o humanismo nas imagens que apresenta, sendo uma sua conhecida frase bem exemplificativa disso: "o mais importante foi, é, tornar gente Feliz!"


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

História do Cinema - "The Graduate"

The Graduate (1967)

Filme que faz parte da história do cinema, foi baseado num livro de Charles Webb e realizado por Mike Nichols, sendo as "estrelas da companhia" Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katherine Ross - fundamentais para o sucesso do filme, pois mesmo com um grande guião e muito bem realizado, com estes excelentes atores ficou tudo mais fácil...

Conta-nos a história de um recém licenciado (Hoffman) e do romance com Mrs. Robinson (Anne Bancroft), mulher do sócio de negócios do seu pai, portanto, uma mulher mais "madura" - no entanto apaixona-se pela filha desta...

Esta comédia romântica fica para a história por vários aspetos, como a realização e a representação (a estreia de Dustin Hoffman), mas a banda sonora não fica atrás, sendo da responsabilidade de Simon & Garfunkel, lançando êxitos que os acompanhariam por toda a sua carreira, como "Mrs. Robinson" ou "The Sound of Silence".

Ainda hoje em dia são feitos filmes com as mesmas premissas e arquétipos deste género, sendo ainda de salientar os prémios ganhos, como o Óscar para melhor realizador, Globo de Ouro para melhor filme de comédia/musical (e 4 outras categorias), o Grammy para a melhor banda sonora e ainda 5 BAFTA.