terça-feira, 17 de junho de 2014

Da Série "Obrigado RTP": Hiroshima Mon Amour

Hiroshima Mon Amour (1959)

Clássico filme franco-japonês do mítico Alain Resnais, num argumento de Marguerite Duras. É uma história simples: aborda um relacionamento entre uma mulher francesa e um arquiteto japonês.
Ela deslocou-se ao Japão com o intuito de fazer um filme sobre a paz, mas o que a encontrou fui um tumultuoso amor.
Uma das primeiras referências do cinema da Nouvelle Vague, com uma abordagem inovadora aos flashbacks, com vista a densificar a memória, a psicologia, o comportamento e os traumas que afligem os personagens.

Intensamente clássico!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Uma coisa daquelas mesmo boas: "Antics", dos Interpol

​Interpol - Antics (2004)

Este é o segundo álbum dos Interpol, na sequência do brilhante caminho de Turn on the Bright Lights, e recebeu magníficas críticas em revistas como a Rolling Stone e a Pitchfork, percebendo-se assim o seu alcance a nível artístico, e vendendo mais de meio milhão de discos.

Esta banda, muito associada ao movimento inicial da musica indie em Nova Iorque, encabeçou também outro fenómeno interessante, importante e marcante da música pop/rock atual, ou seja, o revivalismo em torno do pós-punk no início dos anos 2000.

O seu som relembra-nos os Joy Division ou os Chamaleons, e tem a particularidade de as letras serem escritas por todos os membros. Já gravaram mais dois álbuns, também com boa aceitação, mas sem o impacte dos dois primeiros (Our Love to Admire, em 2007 e Interpol em 2010).

Grande disco!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Luna Papa - uma viagem surreal

Luna Papa (1999)

Hilariante comédia do realizador soviético, nascido no atual Tajiquistão, Bakhtyar Khudojnazarov, numa colaboração entre várias entidades de países diversos (entre os quais a Alemanha o Japão e a França).

De cariz surrealista, atravessa três complexos países (até na pronúncia), nomeadamente o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão - só por isto já vale a pena procurar pelo filme... Onde o filho por nascer de uma jovem conta a história da sua mãe.

A menina de 17 anos é uma jovem aspirante a atriz, que engravida de um homem que lhe prometeu apresentar Tom Cruise... isto já é bastante revelador da inocência que se aborda no filme.

O pai da criança desaparece no dia seguinte, e junto com o seu excêntrico pai e o maluco irmão, partem em procura desse homem com vista a proteger a honra da jovem menina, atravessando toda a Ásia Central, passando por surreais lugares e vilas pelo caminho.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"Mais" Graham Greene


Graham Greene - O Terceiro Homem (1949)

Curiosamente foi o terceiro de muitos que li de Graham Greene, e que tem a particularidade de ter sido escrito como argumento para cinema, num filme interpretado por Orson Welles, aliás, o papel parece escrito para ele...
O filme tornou-se um clássico incontornável, trazendo ao livro algum sucesso, provavelmente por arrasto, mas felizmente chamando a atenção para a carreira de Graham Greene

O cenário é por si só exemplo do classicismo referido: Viena de Áustria, pós-Segunda Guerra, uma cidade dividida e gerida pelas quatro potências aliadas (Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos). Rollo Martins, um romancista de segunda linha, chega à cidade para visitar Harry Lime, o seu inescrupuloso amigo e herói de longa data. Logo descobre que Harry morreu, e em circunstâncias muito suspeitas. Enquanto se faz passar por um célebre escritor, dá início uma investigação por conta própria e procura resposta para a pergunta – o que Harry fez para merecer a morte? 

Do mais característico ambiente de espionagem e guerra-fria, com as incontornáveis questões sobre a essência humana, a moral, os vícios e as virtudes com que Greene nos habituou. Consola!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma "Stratousfera" Diferente





Artista grega atualmente a residir nos EUA, Dana Stratou consegue-nos realmente transportar para outra realidade na nossa própria realidade...


terça-feira, 27 de maio de 2014

Tiago Bettencourt E Os Outros Todos...

Toranja - Esquissos (2003)

Foi com este álbum que Tiago Bettencourt, e neste caso em particular, os Toranja, se apresentaram, depois de terem participado num concurso para novas bandas à pala do Super Bock Super Rock.

Com os temas "Carta" e "Fogo e Noite" a popularizarem a banda, sendo ainda hoje em dia temas recorrentes na rádio e nas listas nacionais, o álbum vale de facto mais do que apenas essas duas músicas, sobretudo pelo ambiente irreverente, imerso em pop/rock com um toque de cantautor.

No ano seguinte, com Segundo, a banda estabelece-se definitivamente no panorama musical nacional, tornando-se inclusive numa espécie de imagem de marca de uma geração que não tinha uma banda de realce. Até 2006 permaneceram juntos, tendo-se separado então, seguindo cada elemento os seus projetos musicais distintos, ficando no ar uma possível reunião, quando possível ou necessário...

Mas obviamente o destaque vai para Tiago Bettencourt, enquanto alma da banda, como se pode observar pela carreira que tem vindo a desenvolver desde então, discreta, com qualidade e irreverência poética q.b..

Posso realçar ainda um aspeto da sua vida que até pode ter alguma influência no seu génio artístico, que é o facto de o seu pai ser açoriano (como o nome quase denuncia), mais especificamente de São Jorge.

Em 2006, e juntamente com uma banda de apoio intitulada Mantha, grava novo disco no Canadá, lançado em 2007 e intitulado O Jardim, de onde se destaca "Canção Simples", o single de apresentação do disco. 

Em 2010 editam Em Fuga, seguido de Tiago Na Toca & Os Poetas (2011) e Acústico (2012), demonstrando sempre grande criatividade, variedade e acima de tudo, uma coerência e consistência especial.

Acho que não lhe dão a devida atenção, pois talvez tenha enveredado por alguns caminhos mais comerciais, mas espero que a sua carreira continue em crescendo.