Do Fundo (2012)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Luna Papa - uma viagem surreal
Luna Papa (1999)
Hilariante comédia do realizador soviético, nascido no atual Tajiquistão, Bakhtyar Khudojnazarov, numa colaboração entre várias entidades de países diversos (entre os quais a Alemanha o Japão e a França).
De cariz surrealista, atravessa três complexos países (até na pronúncia), nomeadamente o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão - só por isto já vale a pena procurar pelo filme... Onde o filho por nascer de uma jovem conta a história da sua mãe.
A menina de 17 anos é uma jovem aspirante a atriz, que engravida de um homem que lhe prometeu apresentar Tom Cruise... isto já é bastante revelador da inocência que se aborda no filme.
O pai da criança desaparece no dia seguinte, e junto com o seu excêntrico pai e o maluco irmão, partem em procura desse homem com vista a proteger a honra da jovem menina, atravessando toda a Ásia Central, passando por surreais lugares e vilas pelo caminho.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
"Mais" Graham Greene
Graham Greene - O Terceiro Homem (1949)
Curiosamente foi o terceiro de muitos que li de Graham Greene, e que tem a particularidade de ter sido escrito como argumento para cinema, num filme interpretado por Orson Welles, aliás, o papel parece escrito para ele...
O filme tornou-se um clássico incontornável, trazendo ao livro algum sucesso, provavelmente por arrasto, mas felizmente chamando a atenção para a carreira de Graham Greene
O cenário é por si só exemplo do classicismo referido: Viena de Áustria, pós-Segunda Guerra, uma cidade dividida e gerida pelas quatro potências aliadas (Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos). Rollo Martins, um romancista de segunda linha, chega à cidade para visitar Harry Lime, o seu inescrupuloso amigo e herói de longa data. Logo descobre que Harry morreu, e em circunstâncias muito suspeitas. Enquanto se faz passar por um célebre escritor, dá início uma investigação por conta própria e procura resposta para a pergunta – o que Harry fez para merecer a morte?
Do mais característico ambiente de espionagem e guerra-fria, com as incontornáveis questões sobre a essência humana, a moral, os vícios e as virtudes com que Greene nos habituou. Consola!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Uma "Stratousfera" Diferente
Artista grega atualmente a residir nos EUA, Dana Stratou consegue-nos realmente transportar para outra realidade na nossa própria realidade...
terça-feira, 27 de maio de 2014
Tiago Bettencourt E Os Outros Todos...
Toranja - Esquissos (2003)
Foi com este álbum que Tiago Bettencourt, e neste caso em particular, os Toranja, se apresentaram, depois de terem participado num concurso para novas bandas à pala do Super Bock Super Rock.
Com os temas "Carta" e "Fogo e Noite" a popularizarem a banda, sendo ainda hoje em dia temas recorrentes na rádio e nas listas nacionais, o álbum vale de facto mais do que apenas essas duas músicas, sobretudo pelo ambiente irreverente, imerso em pop/rock com um toque de cantautor.
No ano seguinte, com Segundo, a banda estabelece-se definitivamente no panorama musical nacional, tornando-se inclusive numa espécie de imagem de marca de uma geração que não tinha uma banda de realce. Até 2006 permaneceram juntos, tendo-se separado então, seguindo cada elemento os seus projetos musicais distintos, ficando no ar uma possível reunião, quando possível ou necessário...
Mas obviamente o destaque vai para Tiago Bettencourt, enquanto alma da banda, como se pode observar pela carreira que tem vindo a desenvolver desde então, discreta, com qualidade e irreverência poética q.b..
Posso realçar ainda um aspeto da sua vida que até pode ter alguma influência no seu génio artístico, que é o facto de o seu pai ser açoriano (como o nome quase denuncia), mais especificamente de São Jorge.
Em 2006, e juntamente com uma banda de apoio intitulada Mantha, grava novo disco no Canadá, lançado em 2007 e intitulado O Jardim, de onde se destaca "Canção Simples", o single de apresentação do disco.
Em 2010 editam Em Fuga, seguido de Tiago Na Toca & Os Poetas (2011) e Acústico (2012), demonstrando sempre grande criatividade, variedade e acima de tudo, uma coerência e consistência especial.
Acho que não lhe dão a devida atenção, pois talvez tenha enveredado por alguns caminhos mais comerciais, mas espero que a sua carreira continue em crescendo.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Pelo Tempo: "Montar a Tenda" (2012-09-07)
No passado domingo estreou o
documentário “Montar a Tenda”, da realizadora galega radicada nos Açores,
Montserrat Ciges, que aborda as questões relacionadas com o património
imaterial em torno das danças de Carnaval da ilha Terceira.
Numa sala que se encontrava bem composta, principalmente por elementos pertencentes às danças que tinham sido filmadas neste Carnaval de 2012, o filme teve uma receção muito boa, gerando sempre interesse ao longo dos seus 60 minutos, e terminando com uma sentida salva de palmas, claramente dirigidas aos responsáveis pelo filme.
A nível técnico tenho de realçar a excelente qualidade do som, mesmo em condições certamente difíceis, como a captação em garagens e pequenas salas durante os ensaios, aos próprios dias em que as danças se apresentam nas sociedades, “ouvia-se” perfeitamente o que a realizadora pretendia. Como foi referido antes da exibição do filme pelo Diretor Regional da Cultura, a realizadora já tinha feito um trabalho de recolha sonora relacionado com os Romeiros em São Miguel.Numa perspetiva global, tendo em conta os aspetos técnicos, mas também as questões emocionais por detrás desta temática, o filme captou uma boa parte da essência do que realmente é uma dança de carnaval. São-nos mostrados os ensaios, o ambiente rural onde se inserem os participantes, as dinâmicas entre as pessoas envolvidas, como se estrutura uma dança, a elaboração das roupas, as principais diferenças entre danças de espada, pandeiro e comédias, os assuntos, etc.Talvez a distância dos responsáveis ao assunto, uma galega e outro micaelense (Tiago Melo Bento), ajude a ter uma perspetiva clara do que se passa durante aqueles meses dos ensaios, assim como a intensidade dos três (ou quatro) dias do Carnaval. Outro aspeto importante do filme é o facto de os ângulos e as filmagens não serem as que geralmente estamos habituados.
Esta excelente iniciativa tem a tutela da Direção Regional da Cultura, numa encomenda feita à Associação Cultural “O Corredor”, de São Miguel, e que se enquadra numa ação maior de recolha do património cultural imaterial e intangível dos Açores. De referir ainda que as várias horas de filmagens, de onde se editou o filme apresentado, estarão disponíveis para consulta por parte de investigadores ou interessados, na sede da DRaC, contribuindo assim para um importante acervo em desenvolvimento.Além de ser um dos aspetos fundamentais da identidade cultural terceirense, o Carnaval consegue emocionar-me sempre, como aconteceu durante o filme, assim como a muitas das pessoas presentes.
Numa sala que se encontrava bem composta, principalmente por elementos pertencentes às danças que tinham sido filmadas neste Carnaval de 2012, o filme teve uma receção muito boa, gerando sempre interesse ao longo dos seus 60 minutos, e terminando com uma sentida salva de palmas, claramente dirigidas aos responsáveis pelo filme.
A nível técnico tenho de realçar a excelente qualidade do som, mesmo em condições certamente difíceis, como a captação em garagens e pequenas salas durante os ensaios, aos próprios dias em que as danças se apresentam nas sociedades, “ouvia-se” perfeitamente o que a realizadora pretendia. Como foi referido antes da exibição do filme pelo Diretor Regional da Cultura, a realizadora já tinha feito um trabalho de recolha sonora relacionado com os Romeiros em São Miguel.Numa perspetiva global, tendo em conta os aspetos técnicos, mas também as questões emocionais por detrás desta temática, o filme captou uma boa parte da essência do que realmente é uma dança de carnaval. São-nos mostrados os ensaios, o ambiente rural onde se inserem os participantes, as dinâmicas entre as pessoas envolvidas, como se estrutura uma dança, a elaboração das roupas, as principais diferenças entre danças de espada, pandeiro e comédias, os assuntos, etc.Talvez a distância dos responsáveis ao assunto, uma galega e outro micaelense (Tiago Melo Bento), ajude a ter uma perspetiva clara do que se passa durante aqueles meses dos ensaios, assim como a intensidade dos três (ou quatro) dias do Carnaval. Outro aspeto importante do filme é o facto de os ângulos e as filmagens não serem as que geralmente estamos habituados.
Esta excelente iniciativa tem a tutela da Direção Regional da Cultura, numa encomenda feita à Associação Cultural “O Corredor”, de São Miguel, e que se enquadra numa ação maior de recolha do património cultural imaterial e intangível dos Açores. De referir ainda que as várias horas de filmagens, de onde se editou o filme apresentado, estarão disponíveis para consulta por parte de investigadores ou interessados, na sede da DRaC, contribuindo assim para um importante acervo em desenvolvimento.Além de ser um dos aspetos fundamentais da identidade cultural terceirense, o Carnaval consegue emocionar-me sempre, como aconteceu durante o filme, assim como a muitas das pessoas presentes.
PS. nem de propósito, recordo este artigo e esta visualização em 2012, tendo em 2013 este sido um dos filmes apresentado pelo "Amostram'isse" - Mostra de Cinema dos Açores, que tanto feedback positivo tem gerado.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Música... Novos Rumos...
Amanhã teremos o encerramento do ciclo 'Vamos Ouvir...' com Miguel Costa, que nos trás 'Novos Rumos, Velhas Tendências'.
A sessão será pelas 21:45, na sala de reflexão. Estão todos convidados a participar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)







.jpg)
