quinta-feira, 8 de maio de 2014

Gorillaz


Gorillaz - Gorillaz (2001)

Magnífico álbum de estreia dos Gorillaz, que em 2001 representava uma perfeita e urgente combinação de rock, hip hop, música latina, punk e reggae, e com alguma abrangência comercial - ainda mais difícil!
Chegou mesmo a atingir algumas tabelas de top, como a 14ª posição no Billboard 200, algo que certamente não esperavam, vendendo mais de 7 milhões de discos!

E que pandilha! Liderados por Damon Albarn (Blur) e com o trabalho gráfico de Jamie Hewlett, a banda "virtual" é composta por quatro elementos ao estilo "banda desenhada". Entre outros, de destacar a passagem pela banda de Dan "The Automator" Nakamura, assim como os criativos e poderosos vídeos da banda, com uma qualidade de desenho animado muito boa.

Brutal!

terça-feira, 15 de abril de 2014

A Construção de um Mito - Um Profeta, de Jacques Audiard...

Un Prophète (2009)

Este "filme de cadeia", do realizador Jacques Audiard, é um interessante projeto de 2009, e que conta como principal ator o magnífico Tahar Rahim, um prisioneiro de origem argelina, condenado a seis anos, analfabeto e com apenas 19 anos.

Frágil, passa por intensos e violentos momentos, que o faz perceber que tem que cair no gosto dos mais poderosos, aproximando-se de um gang de prisioneiros corsos, que dominam a prisão.

Entre a sobrevivência, a aprendizagem e a estratégia, o filme leva-nos pelo percurso de um francês de origem árabe, olhado de lado pela sociedade, aliado ao estereótipo de criminoso, o que se configura algo mais profundo após esta visão de Audiard...

O filme teve uma receção muito positiva, quer ao nível de público, quer ao nível da crítica, na Europa e nos Estados Unidos, e no que diz respeito a prémios e nomeações, é de referir a nomeação melhor filme de língua estrangeira nos Óscares de 2010 e o Grande Prémio no Festival de Cannes de 2009, entre outros.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Coltrane!

John Coltrane - Blue Train (1957)

Um dos primeiros trabalhos de Coltrane a solo, mas também um dos mais marcantes, gravado em 1957, com quase todas as músicas da sua autoria (à exceção de uma). Destaque óbvio para a faixa que dá o título ao álbum, ainda hoje um clássico do jazz.
É um disco que ainda hoje em dia é extremamente popular, tendo sido já reeditado várias vezes, inclusivamente com todas as faixas remasterizadas por vários formatos, sempre da mais avançada tecnologia que se conhece - o objetivo é manter viva a qualidade, com o melhor da tecnologia.
Grande disco!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pelo Tempo: "Fernando Lopes: a luta continua" (2012-06-05)

Já se sabe que quando alguém morre, surgem logo a falar bem do seu trabalho, da sua personalidade, da boa pessoa que era… e foi o que sucedeu com o desaparecimento de Fernando Lopes, um dos grandes realizadores portugueses, também conhecido pela sua paixão, sinceridade, ser um bon vivant e um amante de Lisboa.
Fernando Lopes estudou Realização de Cinema no London Film School em 1959, enquanto trabalhava na RTP. Após o seu regresso a Portugal, filma algumas curta-metragens documentais e de ficção, e com a sua primeira longa-metragem, cria um mito, com o documentário Belarmino (1964). Considerado um dos principais trabalhos do Novo Cinema português, movimento vanguardista que rompeu com a ideologia do Estado Novo vigente na época, juntamente com António Pedro Vasconcelos, José Fonseca e Costa e outros.
O filme segue a vida de um pugilista português, Belarmino, numa ótica neo-realista, com nítidas preocupações sociais, num cinema direto e com recurso à entrevista. Juntamente com Uma Abelha na Chuva (1971) e O Delfim (2002) são as suas obras mais marcantes e conhecidas do público português.
Publicamente reconhecido pelos seus pares, talvez o melhor prémio de uma vida dedicada à promoção e defesa da ética no cinema, tornou-se uma figura conhecida e acarinhada do público português, tendo sido ainda fundador e diretor da RTP2 e professor universitário.
O seu mais recente filme, Em Câmara Lenta (2012), estreou em Março deste ano, e seria já uma antecipação da sua partida, uma despedida triste, em contraponto com tanta felicidade que colocou nos seus filmes. Trata-se de um filme sobre o revisitar da vida de um homem, com os inevitáveis “quem sou eu” e “como vivi a minha vida”.
Mas Fernando Lopes era também um ativista atento às causas do cinema, e geralmente queixava-se dos meios de produção em Portugal, dizendo mesmo ser necessária uma “Nova Vaga”, facilitando os meios para se fazer cinema.
E esse espírito de luta em defesa do cinema continuará, como tem vindo a ser noticiado, pelo facto de um grupo de realizadores e produtores nacionais se terem reunido no Cinema São Jorge, a exigirem ser recebidos pelo Primeiro-ministro, com vista a que seja cumprido o prazo de aprovação da nova Lei do Cinema. Isto tudo na mesma altura em que o filme de Gonçalo Tocha sobre a ilha do Corvo (a exibir brevemente em Angra e Praia), ganhou mais um prémio, desta vez no Festival de São Francisco.
O cinema português vive um momento de reconhecimento internacional, que deve ser capitalizado, mas infelizmente isso não significa que existam grandes expectativas para o futuro. Com o ICA (Instituto de Cinema e Audiovisuais) praticamente falido, e muitos profissionais do sector sem receberem os apoios já concedidos, o cinema encontra-se parado.
Bem sei que em altura de crise a arte e a cultura podem não ser o que mais interessa, mas se pensarmos bem, e relembrando uma máxima de Winston Churchill, se não lutarmos pela nossa cultura, então lutamos porquê?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

DESTAQUE


“Percursos” de Maria Ana Simões (CCCAH)
Um pretexto para refletir sobre o ato criativo e solitário do artista

Exposição patente no Foyer do CCCAH - 4 de Abril a 16 de Junho!