Fresco. Vento. (2012)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Cohen Forever!
No Country For Old Men (2007)
Outra inevitável referência aos irmãos Cohen, com este apoteótico Este País Não é Para Velhos (tradução à letra discutível...), de 2007, e em cima de um texto de Cormac McCarthy - tanta criatividade, qualidade e introspecção humana pela simplicidade - até irrita!
Com esta base brutal, adicionando as performances de Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Josh Brolin, acabou por ser um dos filmes mais premiados do ano, sacando inclusive o almejado Óscar de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Ator Secundário (Bardem).
Até nas bilheteiras se deram bem, sendo o seu filme mais rentável (até o True Grit de 2010), passando a estar integrado em várias listas como um dos grandes filmes da história do cinema e recebendo críticas muito favoráveis dos principais intervenientes da área nos Estados Unidos e Europa.
A história é mais um acaso à Cohen, com um xerife reformado, muito dinheiro e uma tremenda perseguição pelo deserto texano - e assim se faz um grande filme...
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Gélida St. Vincent
St. Vincent - Strange Mercy (2011)
Terceiro álbum da deliciosa St. Vincet, pela 4AD, já atingindo um sucesso considerável a nível comercial.
Canções emocionais e genuínas, com uma guitarra a complementar a voz, onde uma leveza disfarça pesados sentimentos.
É um disco todo muito igual, poderemos dizer, mas como é todo bom, consola!
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Kafka 101
Franz Kafka - A Metamorfose (1915)
Outro daqueles livros iniciáticos a uma visão de que existem várias visões... mesmo não sendo o principal trabalho de Kafka, acaba por ser o mais conhecido, quer pela macabra transformação, quer pelo horror que essa possibilidade pode trazer.
Escrita no início do século XX (1912), tornou-se seminal na área dos trabalhos de ficção, sendo alvo de múltiplos estudos e utilizada como referência.
Mas é "apenas" a breve história de um vendedor ambulante que acorda transformado (metamorfosado...) num grande inseto, algo tipo baratita, algo que nunca chegamos bem a perceber porquê, desenvolvendo o essencial da novela em torno das preocupações que o principal personagem causa aos pais e à adaptação à sua nova realidade - não há nada a fazer...
Seminal, de facto, mas iniciático.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Pelo Tempo: "Alternativo, Vaudeville, Burlesco…" (2012-03-31)
Em jeito de continuação do
último artigo referente à “Música Alternativa”, o Vaudeville era um género de
entretenimento muito comum nos Estados Unidos e Canadá no fim do século XIX e
início do século XX, com origens variadas e aconteciam geralmente à noite, com
músicos, dançarinos, mágicos ou acrobatas, palestras e até atletas.
O Vaudeville está de facto
de volta, pelo menos a estética em torno dele, ou a ideia que fazemos dessa
estética. A teatralidade dos espectáculos musicais é um dos aspectos mais
atraentes para os fãs, quer ao vivo, quer na imagem que depois mantêm. Só que agora
em vez das famosas cobras vivas em palco tipo Ozzy Osbourne ou Alice Cooper,
temos um jovem artista de camisa branca, calça e colete preto, com um velho
chapéu típico dos anos 20, sentado num banco, tocando banjo e cantando com
muita intensidade e lirismo…
Se num dia nos apetece algo
movimentado e cheio de acção, com fogo-de-artifício e explosões, mas no
seguinte já queremos algo mais reflectivo, ou mesmo com questões políticas à
mistura, temos isso no Vaudeville, com múltiplos planos de entretenimento, misturando
circo, igreja e cabaré se necessário. Um bom exemplo disso é a banda Vagabond
Opera, que atua ocasionalmente em Portugal.
Numa perspectiva talvez mais
agressiva, certamente mais provocadora, surge também o ressurgimento da
estética burlesca. Não são apenas stripers num palco, mas um género
directamente descendente da Commedia
dell’arte, uma performance de improviso, extremamente popular nos séculos
XV e XVII em Itália.
Mas é no século XIX que o
Burlesco surge em força, novamente nos Estados Unidos e Canadá, em pequenos
teatros de entretenimento popular, com música, trapezistas, ventríloquos e
outros. Nestes espaços podia-se consumir álcool, fumar, estar de pé e falar no
tom que apetecesse, criando um ambiente mais popular do que nos tradicionais teatros.
Sobreviveu com alguma
intensidade até aos anos 50 e 50 do século passado, mas com a emergência da
televisão e do rock, acabou por perder a sua lógica, deixando no entanto um
enorme legado e influência estética.
E o revivalismo que se vive
desde os anos 90 destas duas linguagens tem também a sua origem, obviamente,
nos Estados Unidos, nomeadamente em Nova Iorque, São Francisco e Los Angeles,
desde o striptease artístico, com o destaque para a diva mundial Dita Von
Teese, mas também humor negro ou cabaré, reforçado recentemente com o filme
“Burlesque”, com Cher e Christina Aguilera. Na música temos referências, quase
todas elas já aplaudidas em Portugal, como as CocoRosie, Devendra Banhart ou
Ditty Bops.
Variedade e criatividade não
faltam…
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Basta Estar Lá - E Peter Sellers...
Being There (1979)
Esta comédia retrata a vida de Chance, um simples jardineiro, que nunca abandonou a casa do seu patrão, e que conhece o mundo apenas através da televisão.
Realizado por Hal Ashbye e com argumento de Jerzy Kosinski, cujo texto que arrecadou alguns prémios de destaque na Inglaterra e Estados Unidos.
Conta no elenco com várias estrelas, com Shirley MacLaine e Jack Warden, mas o destaque do filme vai todo para Peter Sellers, com uma excelente performance, sendo mesmo o último filme a ser estreado antes da sua morte.
Chance não sabe ler nem escrever. É relativamente ingénuo (para ser simpático). Quando o seu patrão morre, e após ser obrigado a deixar a casa onde sempre viveu, é atropelado por um milionário, do qual rapidamente se torna amigo - sendo a partir daí considerado um homem genial, onde tudo o que diz transporta a sabedoria do mundo!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Pavement - já está tudo dito...
Pavement - Crooked Rain, Crooked Rain (1994)
Já suficientes vezes referenciei os Pavement como uma das bandas mais importantes e marcantes da minha vida, permitindo-me acima de tudo abrir os horizontes para um tipo de som fora do mainstream, sincero, sentido, poético e criativo.
Neste caso, com base no movimento alternativo e estudantil norte-americano de início da década de 90, época da qual se destaca este trabalho, pela Matador Records, tendo sido reeditado em 2004, e sendo visto pelos órgãos de comunicação social especializados em música como um dos principais álbuns da década de 90.
Foi este o disco que fez os Pavement passarem a um patamar de projeção nacional, com um som mais "mainstream rock", com o destaque para o moderado sucesso do single "Cut Your Hair", atingindo também a banda algum reconhecimento na Europa.
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