Luz (2012)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Um Fresco Olhar do Amor
(500) Days of Summer (2009)
Inteligente e não-linear argumento de Scott Neustadter e Michael H. Weber, com realização do estreante Marc Webb, este filme aborda um relacionamento falhado pelos olhos de um jovem norte-americano.
Filme com uma produção relativamente humilde, de cariz independente, e que se catapultou devido a uma ovação em pé no Festival Sundance, acabando por ser distribuído pela Fox.
Basicamente custou cerca de 6 milhões de euros e obteve um lucro de 55 milhões, o que a indústria chama de "sleeper hit"... curioso.
Também a crítica foi extremamente favorável, e ganhou ainda vários prémios de cariz mais independentes e secundários.
Com duas excelentes performances por Joseph Gordon-Lewit e Zooey Deschanel, atores de uma nova geração que estão em voga, fazendo a transição para a grande fama e mainstream dos estúdios principais, é um filme muito inteligente e sensível, sobre a busca pelo amor, questionando sempre a sua verdadeira existência.
De uma certa maneira, com uma história que já foi mais do que contada, onde o clichê é o lugar mais comum, consegue-nos dar uma fresca versão da mais antiga história de amor do mundo.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Malinowski - O Pai da Etnografia
Argonauts of the Western Pacific (Argonautas do Pacífico Ocidental) (1922)
Podem ser já detalhes do saudosismo da idade, mas existem obras que de facto nos marcam enquanto estudantes universitários - e este é outro exemplo disso, que ainda hoje me marca profundamente, na lógica de pensar e estudar o pensamento e comportamento humano.
Argonautas do Pacífico Ocidental é uma peça fundamental do trabalho do antropólogo Bronislaw Malinowski, publicado no início do século (1922), rompendo com várias questões, estabelecendo a etnografia e o uso etnográfico da fotografia.
Aborda a própria investigação no terreno que o autor realiza, entre 1914 e 1918, nas Ilhas Trobriand (Papua-Nova Guiné, junto à Indonésia e Austrália), inaugurando-se assim a etnografia enquanto trabalho de campo.
O tema do livro é sobre um sistema de trocas existente na ilha, místico e sem noção de posse permanente, e que influencia a vida e as instituições de todos os habitantes.
Paralelamente ficam definidos os três pilares para a realização de um trabalho de campo etnográfico: a lógica; as condições de trabalho; e o dever de possuir métodos especiais e específicos de trabalho.
A ideia consistia que a melhor pesquisa é aquela efectuada com o envolvimento do investigador com o "nativo", com o objeto de estudo, participando ao vivo no que está a abordar - pode parecer óbvio hoje, mas no início do século quebrou com algumas barreiras...
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Maravilhas da Ásia, em seda e metal
"Apenas" duas das mais recentes obras de Do-Ho-Suh, um dos mais prolíficos artistas sul-coreanos.
Home Within Home Within Home Within Home Within (2013) - (pormenor 1)
Home Within Home Within Home Within Home Within (2013) - (pormenor 2)
Home Within Home Within Home Within Home Within (2013) - (pormenor 3)
Karma (2013) - (pormenor 1)
Karma (2013) - (pormenor 2)
Karma (2013) - (pormenor 3)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Engranvnigs by Forest Swords, Dream Music by Matthew Barnes
Forest Swords - Engravings (2013)
Disco de estreia (após algumas experiências em EP's) do projeto de Matthew Barnes, intitulado Forest Swords, brilhante produtor musical britânico, já considerado uma das grandes certezas da nova geração de produtores/compositores, de grande sensibilidade e conhecimento musical.
O álbum teve uma receção excelente, criando ondas em todas as revistas da especialidade, assim como nas redes sociais, sendo nomeado disco da semana ou do mês em vários sites.
Tem a particularidade de ter sido misturado em auscultadores, em vez de um estúdio, ao ar livre e numa zona rural e remota de Inglaterra, com a intenção de atribuir ao disco um ambiente ainda mais natural e realmente atmosférico...
Outra curiosidade do álbum é que o disco foi gravado "às prestações", pois Barnes viu-se a par com problemas auditivos, perturbando e interrompendo várias vezes as gravações...
Ao nível da música, podemos considerar o trabalho como do género ambiente, mas com uma rugosidade que se sente mais do que habitualmente, com laivos de sensualidade e emoção, e com uma intensidade onírica brilhante - parece um sonho, melódico, mas realista.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Pelo Tempo: "Música Alternativa" (2012-03-14)
O termo “música alternativa”
ganhou expressão nos anos 80 e inícios de 90, tendo uma origem provavelmente na
cena musical independente inglesa e nos primórdios do grunge norte-americano, ambos saídos do rock. Actualmente o termo diversificou-se e especificou-se, onde
antes cabiam todos no mesmo saco, hoje catalogamo-os de indie rock, post-punk, gótico, etc…
Com origem no rock, como quase toda a música que
existe actualmente, ao serem considerados alternativos era provável que fossem
buscar influências também ao jazz, folk e reggae, o que o tornava de facto num termo muito genérico.
Mas o importante era fugir à
regra, e acima de tudo, não ser proveniente das grandes editoras. Mas isso não evitou
que, desde 1991, os Prémios Grammy, os mais importantes da indústria musical,
concedessem anualmente um prémio para o melhor álbum de música alternativa,
onde os maiores vencedores viriam a ser os Radiohead e os White Stripes, bandas
que atingiram fama e número de vendas que de alternativo não tem nada…
Acredito que muito do que
“alternativo” se cria vem em resposta à mente inquisitiva e curiosa do ser
humano, e nessa lógica, o diferente é muito atraente. Assim, nos últimos anos,
em áreas como a música, moda ou performance, observou-se um recurso ao retro, ao reutilizar estéticas antigas.
Primeiro foram os 70’s, que depois de gasta a imagem, recuou-se ainda mais no
tempo, pela sede de diferença, e foi-se ao início do século.
Mas o que realmente me levou
a escrever este texto é a mais recente “moda alternativa”: o freak folk, e mais especificamente, o
seu representante mais castiço, de quem sou um recente fã: Ariel Pink's Haunted
Graffiti!
Esta banda, liderada pelo
californiano Ariel Pink, explora as fronteiras entre um pop psicadélico e o freak
folk, e enquanto escritor de canções, consegue misturar influências desde
David Bowie a Brian Eno, numa lógica anos 70-80.
Influenciado desde jovem por
várias bandas de rock gótico, como Bauhaus ou The Cure, a leveza do seu som
leva-nos a um R. Stevie Moore ou mesmo o ritmo de Michael Jackson.
Quem o ouve não acredita
quando o vê pela primeira vez: daquela melancólica e doce voz, vem um jovem
cheio de insinuações sexuais, cabelo comprido e barba sempre por fazer, numa
perspectiva de performance sempre em provocação.
Depois de vários álbuns
lançados entre 2004 e 2009, despertam a atenção da poderosa editora 4AD, e
lançam o álbum “Before Today”, considerado por algumas revistas da
especialidade um dos melhores de 2010. Para Ariel, este é considerado o seu
primeiro álbum, o que é compreensível, pois tem muito mais qualidade que os
anteriores, não em criatividade, mas em coerência.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Fellini - Anárquica Roma...
Federico Fellini - Roma (1972)
Foi este o primeiro filme que vi de Fellini, e mesmo não sendo o mais referenciado do profícuo realizador, é um dos que mais me marcou. Tem um forte e interessante cariz autobiográfico, carregado de inocência e sinceridade que me tocou, no meio de toda a loucura do filme!
Excelente fotografia, apanágio do artista, numa não-narrativa, irreverente e anárquica. Consola!
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