Ai Brilho (2012)
terça-feira, 19 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Pelo Tempo: "Música Alternativa" (2012-03-14)
O termo “música alternativa”
ganhou expressão nos anos 80 e inícios de 90, tendo uma origem provavelmente na
cena musical independente inglesa e nos primórdios do grunge norte-americano, ambos saídos do rock. Actualmente o termo diversificou-se e especificou-se, onde
antes cabiam todos no mesmo saco, hoje catalogamo-os de indie rock, post-punk, gótico, etc…
Com origem no rock, como quase toda a música que
existe actualmente, ao serem considerados alternativos era provável que fossem
buscar influências também ao jazz, folk e reggae, o que o tornava de facto num termo muito genérico.
Mas o importante era fugir à
regra, e acima de tudo, não ser proveniente das grandes editoras. Mas isso não evitou
que, desde 1991, os Prémios Grammy, os mais importantes da indústria musical,
concedessem anualmente um prémio para o melhor álbum de música alternativa,
onde os maiores vencedores viriam a ser os Radiohead e os White Stripes, bandas
que atingiram fama e número de vendas que de alternativo não tem nada…
Acredito que muito do que
“alternativo” se cria vem em resposta à mente inquisitiva e curiosa do ser
humano, e nessa lógica, o diferente é muito atraente. Assim, nos últimos anos,
em áreas como a música, moda ou performance, observou-se um recurso ao retro, ao reutilizar estéticas antigas.
Primeiro foram os 70’s, que depois de gasta a imagem, recuou-se ainda mais no
tempo, pela sede de diferença, e foi-se ao início do século.
Mas o que realmente me levou
a escrever este texto é a mais recente “moda alternativa”: o freak folk, e mais especificamente, o
seu representante mais castiço, de quem sou um recente fã: Ariel Pink's Haunted
Graffiti!
Esta banda, liderada pelo
californiano Ariel Pink, explora as fronteiras entre um pop psicadélico e o freak
folk, e enquanto escritor de canções, consegue misturar influências desde
David Bowie a Brian Eno, numa lógica anos 70-80.
Influenciado desde jovem por
várias bandas de rock gótico, como Bauhaus ou The Cure, a leveza do seu som
leva-nos a um R. Stevie Moore ou mesmo o ritmo de Michael Jackson.
Quem o ouve não acredita
quando o vê pela primeira vez: daquela melancólica e doce voz, vem um jovem
cheio de insinuações sexuais, cabelo comprido e barba sempre por fazer, numa
perspectiva de performance sempre em provocação.
Depois de vários álbuns
lançados entre 2004 e 2009, despertam a atenção da poderosa editora 4AD, e
lançam o álbum “Before Today”, considerado por algumas revistas da
especialidade um dos melhores de 2010. Para Ariel, este é considerado o seu
primeiro álbum, o que é compreensível, pois tem muito mais qualidade que os
anteriores, não em criatividade, mas em coerência.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Fellini - Anárquica Roma...
Federico Fellini - Roma (1972)
Foi este o primeiro filme que vi de Fellini, e mesmo não sendo o mais referenciado do profícuo realizador, é um dos que mais me marcou. Tem um forte e interessante cariz autobiográfico, carregado de inocência e sinceridade que me tocou, no meio de toda a loucura do filme!
Excelente fotografia, apanágio do artista, numa não-narrativa, irreverente e anárquica. Consola!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
AMOSTRAM´ISSE LISBOA
AMOSTRAM´ISSE
Mostra de Cinema dos Açores
De 14 a 18 de Novembro - Cinema City Alvalade
Sessões às 20h00
O Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, e com a organização da Associação Cultural Burra de Milho apresenta o “AMOSTRAM’ISSE” – Mostra de Cinema dos Açores, que consiste na exibição de um conjunto de filmes realizados nos Açores, e que pretende de uma certa forma abordar o estado da arte do cinema na região.
O grande objetivo deste projeto é permitir que o público tome contacto com a realidade do cinema realizado nos Açores, pela descoberta de uma nova corrente de cinema contemporâneo, e pelos seus criadores.
Nesta mostra desejamos também mostrar a identidade do cinema realizado na região, identificando-nos, contando e recontando a nossa história, o que acaba por ser um exercício de introspeção sobre arte e cultura.
O evento já percorreu três cidades, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, num crescendo de expetativa e público, que agora culmina com a apresentação em Lisboa.
Apresenta-se então entre 14 e 18 de Novembro, no Cinema City Alvalade, com exibições diárias de curtas e longas-metragens de ficção e documentário, pelas 20h00, contando sempre que possível com a presença do realizador e/ou produtor.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Ainda bem que ouvi Elliot Smith...
Elliott Smith - From a Basement on the Hill (2004)
Elliot Smith é mais um daqueles ícones, merecidamente, que nos deixou cedo demais. Se calhar foi na altura certa. Provavelmente Não. Foi há 10 anos que esta perturbada, embora brilhante mente, e em contornos nunca bem esclarecidos, morreu vítima de duas facadas no peito, aos 34 anos.
Não sei se a dor será fundamental para se atingir uma poética como a de Smith, mas a verdade é que foi um dos mais sensíveis e criativos cantautores desta nova vaga do fim do século XX.
From a Basement on the Hill foi lançado a título póstumo, quase um ano após a sua morte, embora grande parte do trabalho já estivesse completo, tendo sido finalizado pelo antigo produtor e pela ex-namorada de Smith. Devido ao mediatismo inerente, atingiu um fantástico número 19 nos tops norte-americanos, algo que o cantor nunca esperaria atingir, por mais repleto de qualidade que o seu trabalho fosse.
Ao nível da crítica e da receção popular, o álbum também atingiu grandes valores e registos, onde se realçavam as características negras e pesadas das suas letras, mas também uma certa maturidade e inovação no som de Smith.
Ironicamente tornou-se no seu disco mais conseguido, com uma carga de potencial enorme, e definindo o seu estilo. É um disco mais complexo e rico do que os seus trabalhos anteriores, principalmente nas harmonias e nos adornos musicais, com guitarradas mais pesadas, mais influências de várias áreas, mas sempre sem perder a delicada e intensa mensagem das suas palavras.
Mesmo assim, obrigado Elliot Smith.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Na Rua ou Em Casa - Daniel Buren
Excêntrico, colorido, simples.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Jim Jarmush, Bill Murray & Broken Flowers
Broken Flowers (2005)
Mais uma comédia "intelectual" de Jim Jarmush, onde o fio condutor liderado pelo homem da moda do género, Bill Murray, nos leva a uma viagem pelas relações entre homens e mulheres, crise de meia-idade e busca por um possível filho...
O elenco conta ainda com a presença de Sharon Stone, Jessica Lange, Tilda Swinton e Chloë Sevigny, entre outros, muito bem escolhidos e enquadrados.
Acabou por ganhar o Grande Prémio em Cannes, depois de uma calorosa receção pela crítica especializada, assim como a representação de Murray foi fortemente referenciada em inúmeros festivais e revistas.
Muito trágico/cómico divertido.
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