segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AMOSTRAM´ISSE LISBOA


AMOSTRAM´ISSE                       

Mostra de Cinema dos Açores

De 14 a 18 de Novembro - Cinema City Alvalade

Sessões às 20h00



O Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, e com a organização da Associação Cultural Burra de Milho apresenta o “AMOSTRAM’ISSE” – Mostra de Cinema dos Açores, que consiste na exibição de um conjunto de filmes realizados nos Açores, e que pretende de uma certa forma abordar o estado da arte do cinema na região. 
 
O grande objetivo deste projeto é permitir que o público tome contacto com a realidade do cinema realizado nos Açores, pela descoberta de uma nova corrente de cinema contemporâneo, e pelos seus criadores. 
Nesta mostra desejamos também mostrar a identidade do cinema realizado na região, identificando-nos, contando e recontando a nossa história, o que acaba por ser um exercício de introspeção sobre arte e cultura. 
 
O evento já percorreu três cidades, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, num crescendo de expetativa e público, que agora culmina com a apresentação em Lisboa. 
 
Apresenta-se então entre 14 e 18 de Novembro, no Cinema City Alvalade, com exibições diárias de curtas e longas-metragens de ficção e documentário, pelas 20h00, contando sempre que possível com a presença do realizador e/ou produtor. 


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ainda bem que ouvi Elliot Smith...

Elliott Smith - From a Basement on the Hill (2004)

Elliot Smith é mais um daqueles ícones, merecidamente, que nos deixou cedo demais. Se calhar foi na altura certa. Provavelmente Não. Foi há 10 anos que esta perturbada, embora brilhante mente, e em contornos nunca bem esclarecidos, morreu vítima de duas facadas no peito, aos 34 anos.

Não sei se a dor será fundamental para se atingir uma poética como a de Smith, mas a verdade é que foi um dos mais sensíveis e criativos cantautores desta nova vaga do fim do século XX.

From a Basement on the Hill foi lançado a título póstumo, quase um ano após a sua morte, embora grande parte do trabalho já estivesse completo, tendo sido finalizado pelo antigo produtor e pela ex-namorada de Smith. Devido ao mediatismo inerente, atingiu um fantástico número 19 nos tops norte-americanos, algo que o cantor nunca esperaria atingir, por mais repleto de qualidade que o seu trabalho fosse.

Ao nível da crítica e da receção popular, o álbum também atingiu grandes valores e registos, onde se realçavam as características negras e pesadas das suas letras, mas também uma certa maturidade e inovação no som de Smith.

Ironicamente tornou-se no seu disco mais conseguido, com uma carga de potencial enorme, e definindo o seu estilo. É um disco mais complexo e rico do que os seus trabalhos anteriores, principalmente nas harmonias e nos adornos musicais, com guitarradas mais pesadas, mais influências de várias áreas, mas sempre sem perder a delicada e intensa mensagem das suas palavras.

Mesmo assim, obrigado Elliot Smith.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Na Rua ou Em Casa - Daniel Buren





 
Há já várias décadas que Daniel Buren nos vem agraciando com o seu experimentalismo, sobretudo em arte de rua, com base num certo minimalismo abstracto (...).

Excêntrico, colorido, simples.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Jim Jarmush, Bill Murray & Broken Flowers

Broken Flowers (2005)

Mais uma comédia "intelectual" de Jim Jarmush, onde o fio condutor liderado pelo homem da moda do género, Bill Murray, nos leva a uma viagem pelas relações entre homens e mulheres, crise de meia-idade e busca por um possível filho...

O elenco conta ainda com a presença de Sharon Stone, Jessica Lange, Tilda Swinton e Chloë Sevigny, entre outros, muito bem escolhidos e enquadrados.

Acabou por ganhar o Grande Prémio em Cannes, depois de uma calorosa receção pela crítica especializada, assim como a representação de Murray foi fortemente referenciada em inúmeros festivais e revistas.

Muito trágico/cómico divertido.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Maravilhoso Caos de James Gleick

James Gleick, Caos - A Criação de uma Nova Ciência (1987)

Outro daqueles livros que pareciam um monstro de leitura obrigatório com fins académicos, mas que acabou por ser tão revelador e esclarecedor da nossa dimensão... mínima!

Gleick explora aqui os atuais princípios básicos da sua teoria do caos, hoje fortemente desenvolvida e divulgada, tendo sido finalista com esta obra do National Book Award, Pullitzer Prize e Science Book Prize.

Este foi o primeiro livro que se tornou popular ao abordar uma teoria muito complexa, desconhecida e de ruptura, com conceitos matemáticos complexos - extremamente complexos para quem não percebia nada como eu... (e continuo sem perceber). 

Mas ao percorrermos os vários exemplos e contributos, de cientistas de várias áreas, percebemos a veracidade dos seus cálculos e esforços em comprovar o que defendem.

Basicamente, uma obra pesada, principalmente para quem é de ciências sociais, mas que deixa uma forte imagem no nosso espírito, basilar para a compreensão de todos os fenómenos naturais (e culturais?) do planeta: o bater das asas de uma borboleta em Tóquio altera de certeza o clima em Los Angeles...

Fundamental!


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tune-Yards, a brincar se dizem as verdades...

Tune-Yards - Whokill (2011)

Este trabalho dos criativos Tune-Yards tem um cariz experimental muito bem conseguido, onde não é apenas "música diferente", mas sim divertido, fresco e com qualidade, cobrindo uma variedade enorme de estilos e géneros musicais, do punk ao jazz e do folk ao funk.

Com uma forte mensagem social de revolta contra a injustiça e crueldade humana, principalmente no que diz respeito às questões em torno do género, classe social e racismo, sem ser obviamente um êxito comercial nos conservadores Estados Unidos da América, conseguiu uma excelente crítica nos meios da especialidade, atingindo várias listas e revistas de interesse, incluindo algumas nomeações para disco do ano (2011).

Mas é experimental e divertido...