Magnífica instalação de Garth Britzman.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
As Trigémeas
Les Triplettes de Belleville (2003)
Esta ternurenta história de Sylvain Chomet leva-nos a Madame Souza (nome bem luso-francês) e à busca pelo seu raptado neto, um ciclista campeão, contando para tal com a ajuda de três gémeas, cantoras de "music hall" dos anos 30, assim como do seu obeso cão, Bruno.
Parece surreal ou ridículo demais para levar a sério, mas trata-se de um filme e de uma história com uma sensibilidade e profundidade tal, que rapidamente deixamos de olhar para ela como um filme de animação.
Animação essa que é de excelente qualidade, rompendo com o mainstream de super-heróis ou formigas falantes... e a banda sonora é de uma qualidade rara, sendo inclusive nomeada a Óscar.
Brilhante!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Todos Iguais, Mesmo Sem Querer ou Perceber, Ou Mesmo Sem Saber
Jonh Steinbeck - Ratos e Homens (Of Mice and Men) (1937)
É a trágica e muito badalada história de Lennie e George, dois trabalhadores rurais durante a Grande Depressão nos EUA (anos 20 e 30 do séc. XX), do laureado Nobel John Steinbeck.
É a grande metáfora entre os sonhos dos "pequenos", a prepotência dos "grandes" e um grande elogio à igualdade entre todos, mesmo entre ratos e homens...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Sigur Rós - Mudar Para Permanecer
Sigur Rós - Takk (2005)
Acaba de sair o disco novo dos Sigur Rós, mas hoje vou falar (matar saudade) do álbum Takk, de 2005. Um regresso à catarse, fresca pelos vistos, sempre num "barulho" que marca a imagem deste magnífico grupo. Mesmo tendo um som diferente dos álbuns anteriores, existem reminiscências, nos arranjos, nas ambiências... na voz!
A melhor demonstração da sua criatividade e qualidade, é fazerem um disco que parece um som completamente diferente, mas no entanto, a base é a mesma, assim como a sua identidade.
Bom, como tudo o que fazem.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Pelo Tempo: "Que Música nos Deu 2011 – Parte II" (2012-01-10)
Em sexto lugar, temos uma
espécie de estreia, embora seja o segundo álbum, e ambos lançados pelos
próprios: “House of Balloons”, dos The
Weeknd. A vogal que parece faltar já tinha mexido comigo antes,
instigando-me curiosidade. O seu som parece uma mistura antiga, com técnica
futurista…Difícil parar de ouvir. Também tenho que explorar mais.
Por oposição a álbuns de
estreia, seguem-se dois consagrados nomes: Jay-Z
e Kanye West, que poucos meses
depois de editarem magníficos trabalhos em nome individual (sendo o 2º, para
mim, o disco do ano em 2010), juntaram-se em “Watch the Throne”, numa já
habitual atmosfera de crítica social, política e económica. Parece feito “às
três pancadas”, mas quando se juntam estes dois o resultado apenas pode ser
fenomenal!
Em oitavo, nova presença
norte-americana, com o aparentemente desatualizado som folk-rock dos Fleet Foxes,
com o álbum “Helplessness”. Poderosa harmonia que consegue identificar esta
banda com o som independente americano. A ouvir melhor.
A próxima referência, “Black
Up”, do projeto Shabazz Palaces,
encontra-se no submundo do hip-hop experimental, com fortes influências de jazz
e eletrónica, mas editado por uma editora de bandas independentes… Só mesmo
ouvindo e percebendo o que estou a descrever.
A acabar uma pseudo-lista de
álbuns para 2011, fica a deliciosa referência ao trabalho “David Comes to
Life”, dos revivalistas punk
canadianos Fucked Up, apresentando-nos
um disco duplo conceptual de 80 minutos, retratando a vida de um operário
fabril chamado David numa verdadeira opera
rock. Pesado e longo, mas marcante.
Resta-me referir, a título
mais pessoal, os álbuns dos Destroyer
(“Kaputt”), dos Wild Flag (“Wild
Flag”) e de Kurt Ville (“Smoke Ring
For My Halo”), e acima de tudo, o novo trabalho de Stephen Malkmus, sem o brilho dos magníficos Pavement que liderou nos anos 90, mas é sempre bom ver alguém que
admiramos gravar novo álbum, e com a qualidade desejada, como é o caso deste
“Mirror Traffic”.
Em jeito de conclusão, e em
comparação com artigo do mesmo género que escrevi o ano passado, pode
observar-se uma maior aproximação a um som mais mainstream, mais comercial, por parte da crítica musical. Pode também
ser um sinal dos tempos, com anos mais experimentalistas do que outros.
Em relação ao ano que nos
espera, o fatídico 2012, a música continuará boa certamente, com grandes
concertos em Portugal, aos quais não faltarão jovens ouvintes, antigos fãs, e
relutantes acompanhantes.
Enfim, com vista à melhor
fruição cultural possível, recheada de criatividade, destacamos as confirmadas
presenças de Metallica e Bruce Springsteen no Rock in Rio; Björk, The xx e os
carismáticos Yo La Tengo (!) no Optimus Primavera Sound; os Coldplay a 18 de
Maio no Estádio do Dragão; e ainda os Stone Roses, Mazzy Star, Caribou e
Radiohead (no dia dos meus anos!) no Optimus Alive.
A coisa promete. Boas
músicas!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Não Destruir Depois de Ver
Destruir Depois de Ler (Burn After Reading) - (2008)
Mais uma pérola dos irmãos Cohen, que já nem incomoda o quão talentosos conseguem constantemente ser, esta comédia dramática (what else?) de 2008, com um conjunto de atores de renome internacional (que devem fazer fila para filmes dos Cohen e Woody Allen), retrata um ex-funcionário da CIA que se vai envolver numa típica trama de chantagem, desejo e vaidade...
Viva os Cohen!
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O Rock Experimental e Saboroso dos Tortoise
Tortoise - Millions Now Living Will Never Die (1996)
Se o seu álbum de estreia maravilhou muitos críticos, este segundo disco, de 1996, tornou-se o seu trabalho mais reconhecido até hoje, mesmo contando já com vários trabalhos de renome. Ficou aqui marcada a estética eclética dos Tortoise, misturando dub, eletrónica e um rock instrumental e artístico quanto baste para transformar este disco num excelente marco poético...
O destaque vai obviamente para "Djed", música dividida em várias partes (num total de 21 minutos), realçando a qualidade de composição da banda, viajando do dub ao krautrock, com traços de minimalismo e órgãos eletrónicos desconhecidos, assim como grandes guitarradas e alguns efeitos especiais sonoros...
Isto, senhores e senhoras, é o rock experimental ao seu mais alto nível, e ainda por cima, com uma melodia e harmonia muito aceitáveis comercialmente, nunca deixando a qualidade musical e criativa.
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