quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pelo Tempo: "Que Música nos Deu 2011 – Parte I" (2012-01-06)

É até provável que se arranjem umas estatísticas, ao estilo PORDATA e argumentos como “os números não enganam”, como tão demagogicamente o serviço público da RTP 1 tem apresentado nos últimos meses após o Telejornal, mas o que é facto, é que as pessoas não deixam de ouvir e de consumir música. Assim, decidi fazer novamente uma pesquisa pelo que considero as revistas ou sítios mais importantes e significativos da cena musical, de cariz mais popular, deixando assumidamente de lado as vertentes específicas da música, como o heavy metal, jazz ou música clássica.
A nível nacional recorri às tabelas apresentadas pelo Blitz e pela página de música do Sapo, assim como pela mais alternativa Bodyspace. Ao nível internacional as tabelas analisadas foram da Rolling Stone, Billboard, Pitchfoark, New Musical Express e Spin, as maiores referências do jornalismo musical.
Não se trata portanto dos álbuns mais vendidos, nem dos mais emitidos na rádio e televisão, mas provavelmente, segundo os melhores jornalistas musicais do mundo ocidental, os melhores trabalhos do ano. Depois passei uma breve vista de olhos no sítio Metacritic, que faz a recolha estatística a nível mundial das várias tabelas existentes, ou seja, tenta fazer um “top dos topes”, atribuindo um determinado número de pontos por cada primeiro, segundo e terceiro lugar em tabelas musicais.
Assim, a haver um álbum do ano, só poderia ser “Let England Shake”, de PJ Harvey, sendo referenciado em quase todos os topes dos órgãos de comunicação social da área, e em alguns deles como número um. Polly Jean arrasou de novo, mostrando um coração enorme, sempre com uma atitude lutadora.
Estatisticamente, o álbum que apresento em 2º ficou realmente em 3º, mas eu gosto mais dele! Trata-se do disco homónimo dos Bon Iver, para mim o seu melhor trabalho até agora: angelical, fácil de entender e com letras para ouvir várias vezes…
E agora, em 3º, o 2º classificado: “21”, de Adele. Poderoso disco, de grande impacto comercial, acabando de vez com as comparações iniciais a Amy Winehouse. Som profundo, num piano pesado e sofredor.
A seguir, destaque para o segundo álbum dos tUnE-yArDs, “w h o ki l l”, banda e disco com nomes estilizados, que antecipam a intensidade e criatividade do projeto, misturando folk, funk, afro-pop e rock, apoiados na poderosa voz de Merrill Garbus. Gostei, mas tenho que ouvir mais.
No trabalho de St. Vincent, “Strange Mercy”, vem ao de cima toda a poética e criatividade de Annie Clark, onde com uma bela voz e uma melodia quase inocente, nos conta pesadas histórias de amor, dor e confusão.
(Continua…)

terça-feira, 30 de abril de 2013

Star Wars: a saga das sagas...

Star Wars Episode IV: A New Hope (1977)

Onde tudo começou, no Episódio IV, lançado em 1977, mudando a história do cinema ao tornar-se no primeiro "blockbuster", tão característico da nossa época.
Mas era também o início da saga das sagas, que apenas se intitulava Star Wars, pois nem George Lucas acreditaria que o filme tivesse tanto sucesso, acrescentado o subtítulo em 1981 (Episódio IV: Uma Nova Esperança).
O resto é história, mudando também a relação de tantas crianças, jovens e adultos com o cinema, vibrando com uma pequena nave, que de repente atinge uma grande velocidade, conseguindo assim fugir aos malvados startroopers e o infalível Darth Vader...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Laurel Halo - uma quarentena criativa...

Laurel Halo -  Quarantine (2012)

Mais um excelente trabalho de Halo, que passeia por várias sonoridades e ambientes, quase como uma académica, uma curiosa, oferecendo-nos verdadeiras canções Pop contemporâneas.
Muito som havemos de receber desta artista. Belo Disco!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Rong Rong e Inri - A Nova China






Três belas e exemplificativas imagens do trabalho dos fotógrafos chineses Rong Rong e Inri.
A nova China a dar cartas... dentro do baralho.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

E Porque Não


(clicar para seguir o link)

Realmente, porque razão um governo de um país não pode ter um site que lhe permita até ganhar prémios internacionais de design? Além de estabelecer uma melhor relação com os habitantes e súbditos, pois neste caso até se está a falar do bastião do tradicionalismo e conservadorismo, o Reino Unido.
Belo site, bom design, grande surpresa.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Depois do Cão, o Monstro (Ornatos)!

Ornatos Violeta - O Monstro Precisa de Amigos (1999)

Este foi o segundo, e último, álbum dos super-referenciados Ornatos Violeta, em 1999, que contou com as magníficas participações especiais de Vítor Espadinha, dos Corvos e do vocalista do Violent Femmes, com os temas que ficaram para a história da música portuguesa, como "Ouvi Dizer", "Capitão Romance" ou "Chaga", assim como marcando um estilo próprio, de suave agressividade...
Um dos melhores álbuns da história da música portuguesa, ganhou inclusive o prémio Blitz 1999, mas mais do que isso, tornou-se numa referência para dezenas ou centenas de jovens músicos portugueses, e viria a reflectir-se em muitos trabalhos futuros.
Mesmo Bom.