los cuerpos de las letras (2007)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Cozinhar é um estado de alma - Soul Kitchen
Soul Kitchen (2009)
Este bem humorado filme conta-nos a história de um restaurante alternativo grego na Alemanha dos nossos dias, onde após um período de crise, com a namorada longe, o dono do local entra em desespero. De um momento para o outro, num ambiente de anarquia, boa comida e música, o restaurante torna-se um local de culto...
Realizado pelo turco-alemão Fatih Akin, é baseado numa história verídica, de uma taverna que o próprio realizador frequentava, e estreou no Festival de Veneza, completando um circuito de presenças de outros filmes deste jovem realizador em festivais e prémios, como em Berlim, Cannes ou o European Film Awards.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O Cão dos Ornatos!
Ornatos Violeta - Cão! (1997)
Neste momento parece que tudo já foi dito sobre os Ornatos Violeta, a viverem novo momento de fama. Este foi o seu primeiro álbum, de 1997, tendo vendido cerca de três mil cópias, e marcando o início do mito.
Origniários do Porto, e compostos pelos atualmente reconhecidos Manel Cruz (voz), Peixe (guitarra), Kinörm (bateria) e Elísio Donas (teclas), marcaram a cena alternativa da música portuguesa no fim dos anos 90. tendo apenas editado dois discos, separando-se em 2000.
Originaram outros projetos importantes e interessantes da atual música portuguesa, com destaque para os Pluto, Foge Foge Bandido e os Supernada, atualmente a apanhar a onda que restou dos concertos dos Coliseus.
Marcou uma geração, e esperemos que continue a influenciar outras...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Pelo Tempo: "Ana Vieira - Um Muro de Abrigo" (2011-09-01)
Ao receber, via facebook, o convite para a exibição do filme “Ana Vieira: e o que não é visto”, pelo 9500 Cine Clube, reavivei a minha memória em relação ao magnífico trabalho da artista “açoriana” Ana Vieira.
Estreado este ano, e realizado por Jorge Silva Melo, o filme surge após a exposição “Muros de Abrigo”, na Fundação Gulbenkian, e segue a artista durante mais de um ano, contando o processo da organização da exposição.
Tomei contacto com o trabalho de Ana Vieira pela primeira vez em 2004, com um projeto que ainda hoje me habita o pensamento, intitulado “Casa Desabitada”. Tratou-se de uma instalação múltipla numa casa desabitada e devoluta, na Rua Ivens, nº56, 3º esquerdo, Lisboa. Entre 8 de maio e 6 de junho de 2004, a lógica era a casa ter um aspeto de ser habitada, de acordo com a artista, enquanto o visitante sentia-se sempre um voyeur. Consistia de várias instalações sonoras e vídeo, como por exemplo, uma voz que dizia aos visitantes para saírem da casa, tipo voz de anúncio de aeroporto ou uma discussão entre marido e mulher. Ainda hoje é uma das memórias mais presentes que tenho de intervenções artísticas a que tenha assistido.
Ana Vieira nasceu em Coimbra, em 1940, e depois de passar a infância e adolescência em São Miguel, mudou-se para Lisboa com vista a estudar Pintura na Escola Superior de Belas Artes (1964).
O seu percurso não seria a pintura, mas sim a construção de espaços, sensações e emoções, como que num cenário ou simulação da realidade a três dimensões. Vivendo sempre em Lisboa, são muitos anos de trabalho e de uma carreira que penso não ter sido merecidamente reconhecida. Talvez seja apenas facciosismo açoriano, talvez seja “apenas” admiração por um trabalho poético e interventivo de qualidade!
Acabou por se estabelecer no terreno da instalação, termo sempre algo suspeito para quem anda mais distanciado da contemporaneidade, mas é o que melhor define o trabalho de Ana Vieira. Fez vários trabalhos na área da cenografia e construção de figurinos para teatro, assim com trabalhos em museus, onde estava sempre presente a manipulação de objetos tridimensionais, como em toda a sua poética obra.
No seu percurso já foi reconhecida diversas vezes, destacando-se a 1ª Bienal dos Açores e do Atlântico, o concurso Dyrup/Cidade de Lisboa, e o prémio da crítica portuguesa AICA/SEC. A Fundação de Serralves dedicou-lhe a sua primeira exposição antológica em 1998, e entre 2010 e 2011, o Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, em colaboração com o Museu Carlos Machado de Ponta Delgada, apresentaram a maior retrospetiva na carreira da artista plástica.
Encontra-se representada em coleções como das já referidas Centro de Arte Moderna e Fundação Serralves, Coleção Berardo, Musée Cantonal des Beaux-Arts (Suiça) e Fundação EDP, entre outras.
Mas foi a exposição “Muros de Abrigo” que a trouxe de volta, pelo menos à comunicação social, proporcionando-lhe alguma visibilidade merecida. Com curadoria de Paulo Pires do Vale, esteve patente na Gulbenkian entre janeiro e março de 2011, e tratou-se de uma visita ao vasto trabalho e poética de Ana Vieira, desde os anos 60 até ao presente.
O título refere-se à sua memória de infância, quando se dirigia para os muros de abrigo (para proteção da vinha) na quinta dos seus pais, em São Miguel, abrindo portas umas atrás das outras para lá chegar.
Aliás, as referências a muros, portas e janelas são recorrentes na obra de Ana Vieira, estando sempre presentes nos ambientes que cria. Pega em objetos simples, e confere-lhes uma estranheza e poder, que se tornam impertinentes, incomodativos até. E é isso um bom trabalho artístico, questionando, incomodando, ou como se diz recorrentemente nos Açores, inquietando!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Jospeh Amaral - um bom regresso...
Joseph Amaral nasceu em São Miguel, e aos 6 anos emigrou para o Canadá, onde fez a sua formação e se estabeleceu profissionalmente. Agora regressou aos Açores, onde recentemente expôs na Academia das Artes dos Açores.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
"The Dude", Big Lebowski
The Big Lebowski (1998)
Este não é apenas mais um dos filmes dos irmãos Cohen, mas sim um dos seus mais marcantes para o conceito de cultura popular do cinema. Recheado de excelentes atores, coube a Jeff Bridges representar Jeff Lebowski, "The Dude", numa típica história de engano de identidades, onde ocupa o lugar de um milionário a tentar salvar a sua mulher de um sequestro.
Esta brilhante comédia de costumes e de época, que nem teve grande sucesso quando estreado nos cinemas, tornou-se um dos mais significativos filmes de culto dos últimos anos, nomeadamente nos EUA, onde inclusive se formou uma religião em torno da personagem de Bridges (o "Dudeísmo"), com base na atitude desleixada e boa onda permanente...
De destacar ainda a brilhante banda sonora, tão típico dos irmãos Cohen.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Marcel Mauss - uma verdadeira dádiva
Marcel Mauss - Ensaio Sobre a Dádiva (1925)
Este foi sem dúvida um dos livros que mais me marcou na fase inicial da licenciatura em Antropologia, do sociólogo e antropólogo francês Marcel Mauss, no original Essai sur le don: forme et raison de l'exhange dans les societés archaiques, ou seja, "Ensaio sobre a dádiva: forma e razão da troca nas sociedades arcaicas".
Publicado no longínquo ano de 1925, aborda as trocas nas sociedades tidas então como primitivas, sendo considerado por muitos como o mais antigo estudo de carácter etnográfico, antropológico e sociológico sobre reciprocidade, intercâmbio e o conceito de contrato.
O trabalho refere-se à investigação entre os indígenas das Ilhas Trobriand (Papua Nova Guiné) e índios da América do Norte, sobre o conceito da dádiva.
Resumindo, este ensaio foca-se na troca de objetos entre grupos, e de como essa troca constróis relacionamentos entre esses grupos, pois ao doar um objeto (ou presente), o doador cria uma obrigação face a quem o recebe, que por sua vez fica com o ónus de devolver um presente, originando uma das primeiras formas de economia social e solidariedade social que realmente unem os grupos humanos.
Faz parte da abertura da mente para o humanismo existente nos estudos antropológicos...
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