Aerogare do Pico (2011)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
OuVisto: por um breve memento...
Memento (2000)
Este inquietante thriller e magnífico exemplo de um filme negro (film noir), é um excelente filme de Chistopher Nolan (Batman e Inception), que decorre em duas sequências paralelas: uma série a preto e branco, e que segue um tempo cronologicamente correto, e um conjunto de imagens a cor, mostrados por ordem reversível, do fim para o início...
Só isto já seria suficientemente enervante, mas ainda falta o conteúdo do argumento, que aborda a história da busca de vingança por um agente de seguros pela morte da sua mulher!
Mesmo não ganhando muitos prémios de destaque, entrou decididamente para a história do cinema recente, com uma magnífica construção não linear de uma narrativa. Grande filme.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Pelo Tempo: "O Poder da Música" (2011-04-17)
Existem certos filmes que
demoramos a ver, por várias razões: falta de oportunidade nos cinemas; falta de
companhia; ou mesmo porque temos ideia que não nos apetece naquele dia ver algo
triste…
Aconteceu-me com “O
Visitante” (“The Visitor”), do jovem realizador Thomas McCarthy, com a sua
segunda longa-metragem, após “A Estação” (“The Station Agent”, outro que
demorei a ver…).
Conta a história de Walter
Vale, um professor universitário que reside numa pacata cidade, numa vida
descontente, sobre quem pesa muito a morte da mulher, a sua grande razão de
viver. Passa as noites a com um copo de vinho e ouvir música clássica, alguma
dela gravada pela falecida mulher, pianista profissional. Por motivos
académicos, vê-se obrigado a deslocar-se a Nova Iorque a uma conferência.
Ao chegar ao seu apartamento
de cidade, depara-se com dois inquilinos ilegais a residirem no local: Tarek e
Zainab, ele sírio-palestino e ela senegalesa, que julgavam estar a alugar
legalmente o apartamento, tendo sido enganados por um amigo duvidoso. Nervosos
e envergonhados com a situação, saem do apartamento para passar a noite na rua,
ao que o professor lhes oferece estadia provisória enquanto não arranharem
outro local para pernoitar. Começa a estória.
Walter, o professor, é um
personagem distante, triste e que depende de rotinas para passar o dia. Cria
uma improvável amizade com Tarek, pois é um virtuoso tocador de djembé (tambor
africano), e começa a dar aulas a Walter, um apaixonado por música.
Num ridículo incidente ao
entrar numa estação de metro, Tarek é preso e dá-se início a um injusto
processo de deportação, que sem entrar em políticas, aborda a arbitrária
atuação da imigração americana, ainda fortemente influenciada pelos
acontecimentos de 11 de setembro de 2001. Walter contrata então um advogado
para ajudar Tarek, ao mesmo tempo que vai criando amizade com a mãe deste,
abruptamente interrompida com a deportação do sírio para África.
Este magnífico puzzle de
emoções levou à nomeação de Richard Jenkins (o professor) para o Óscar de
melhor ator em 2008, assim como a nomeação para vários prémios do realizador e
argumentista já referido. Filmado em Nova Iorque, símbolo de globalização e
mistura de culturas, é um filme que demonstra claramente o poder de inclusão e
integração que a música e a arte em geral possuem.
A música enquanto linguagem
universal, parece romper todas as barreiras, abrir os corações, enquanto um
conjunto de homens tocam djembé num improvisado semicirculo em pleno Central
Park, com americanos, africanos, hispânicos e outros, todos juntos, a
partilharem um ritmo que quase faz lembrar o bater do coração humano…
E pela música chegamos à
banda sonora do filme, fortemente influenciada pelo som de Fela Kuti, o grande
pioneiro da música afrobeat, ativista político e grande humanista. Falecido já
em 1997, Fela Kuti deixou de facto uma grande herança em várias áreas, da
música à política, do estilo à atitude. Nascido na Nigéria, muda-se para
Londres em 1958 para estudar medicina, mas acabou por seguir música, onde
formou os Koola Lobitos, desenvolvendo o início do que veria a ficar conhecido
como afrobeat, mistura de jazz, rock psicadélico e cantos tradicionais
africanos.
Em 1963 regressa à Nigéria,
onde trabalhou na rádio, mas a música era a sua paixão. Em 1969 viajou com a
sua banda para os Estados Unidos, onde influenciado pelo movimento dos Black
Panthers, muda o nome da banda para “Nigeria 70”, tendo sido posteriormente
“convidados” a regressar a África por não terem licença de trabalho…
Durante várias décadas teve
um percurso de luta e combate ao poder instalado na Nigéria, tendo sido preso,
espancado, a sua casa e estúdio queimados e tentado inclusive candidatar-se à
presidência, o que nunca foi permitido. O seu verdadeiro poder era a sua
extremamente popular música, o que assustava os políticos.
Já com várias dezenas de
álbuns gravados, nos anos 90 diminui a sua intensidade, e em agosto de 1997
morre vítima de Sarcoma de Kaposi, causado por AIDS. Ao seu funeral assiste
mais de um milhão de pessoas.
É quase impossível
quantificar o impacto que o trabalho de Fela Kuti teve no conceito global de
música, assim como ao nível político, comparado por vezes a Bob Marley pela sua
popularidade. Embora nunca tenha atingido grande sucesso de vendas na Europa e
América durante a sua vida, nos últimos anos tem sido reeditados vários álbuns,
disponibilizando assim muito do seu importante trabalho, que também continua
vivo no seu filho, Femi Kuti, fazendo juz ao legado do pai, com um explosivo
talento.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
OuVido: A Estranha Aranha de Robyn Hitchcock
Robyn Hitchock - Olé! Tarantula (2006)
Neste criativo projeto, Robyn Hitchcock contou com a participação de alguns membros dos Minus 5 e de metade dos elementos dos R.E.M., assim como muitos outros de bandas com as quais já tinha trabalhado, originando um pequeno exército.
Criaram um som que se assemelha aos primeiros cantautores do início dos anos 80, num ambiente surrealista, próprio e digno de Hitchcock, sempre tecendo fortes críticas sociais, inserindo a sua sensibilidade humana na estranheza da sua música.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Grande Festa!
GRANDE FESTA DE ANIVERSÁRIO DA BURRA DE MILHO!
22h00| Bar do Abismo|Biscoitos
João Félix
DJ Lino
Junta-te ao nosso grupo, ouve boa música e diverte-te!
Tens ainda a oportunidade de te fazeres sócio da associação por apenas 6€, com as mensalidades gratuitas até Dezembro, e ainda oferecemos uma pen USB de 4G*, que será o teu cartão de sócio! Muito Bom!
Os sócios da Burra de Milho têm sempre desconto nas nossas atividades, como vários Workshops, IndieLisboa, “Amostra-me Cinema Português” e muitas outras.
Estamos à tua espera!
Entrada Livre!
Associação Cultural Burra de Milho
tel: 916 423 836
Com Beberete
* Oferta limitada ao stock existente.
* Oferta limitada ao stock existente.
terça-feira, 17 de julho de 2012
OuVisto: Ainda o massacre de Srebrenica...
Munira - a documentary (2010)
Realizado por Rudi Uran, este documentário conta a história de Munira Subasic, uma "mulher de armas" da Bósnia. Perdeu o marido e filhos no massacre de Srebrenica, durante a guerra dos balcãs, deixando-a desamparada para a vida.
Foi uma das fundadoras e a principal representante de uma associação de mulheres vítimas da guerra, que ainda hoje perseguem os "verdadeiros" culpados, claramente identificados por elas durante os terríveis dias da guerra.
Triste, mas um retrato de perseverança e coragem.
Inserido no Ciclo de Cinema DOC_EUROPA, exibido recentemente no Alpendre, numa parceria do 9500 Cine-Clube, Associação Cultural Burra de Milho e Teatrinho Produções.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
OuVido: O Leve Boletim dos Flaming Lips
The Flaming Lips - The Soft Bulletin (1999)
Depois de gravarem o emblemático e marcante álbum Zaireeka (que consistia de quatro álbuns que tinham de ser tocados ao mesmo tempos em quatro leitores diferentes, desafiando a sincronia humana...), o que se pode esperar de uma "normal" banda é um disco falhado, ou de relativo sucesso.
Não. Os Flaming Lips gravaram o seu melhor trabalho (na minha modesta opinião), arriscando no próprio conceito que define o grupo, emocional e sinfónico, algo muito próprio da mente de Wayne Coyne, o seu líder.
Um som celestial, acessível, mas sempre com uma grande carga de experimentalismo e criatividade radical, assim como com letras muito emotivas e pessoais, criando uma espiritualidade muito difícil de encontrar, e ainda por cima com os conceitos e personagens mais banais e surpreendentes possíveis.
Não posso estar sempre a dizer que é um dos meus álbuns favoritos, mas este, além de ser, é também uma referência para a qualidade que uma obra "pop/rock" pode atingir.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
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