terça-feira, 10 de julho de 2012

Visto e Revisto Mesmo: Blade Runner

Blade Runner (1982)

É certamente um dos filmes da minha vida, além de um apaixonado por ficção científica, adoro bons filmes! E este é um momento marcante na história do cinema, talvez até hoje nunca "replicado" ao nível consensual da crítica e dos espectadores.
Curiosamente estamos a apenas 7 anos de 2019, ano retratado no filme, numa cidade de Los Angeles, cheia de robôs orgânicos, e que nos envolve numa complexa temática, misturando os sentimentos humanos, com os desejos de uma máquina...
Harrison Ford é um retirado polícia, especialista em perseguir estes robôs, que regressa ao activo para caçar um grupo que se rebelou e tenta desesperadamente, junto do "seu criador", alongar o seu período de vida.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pelo Tempo: "O Regresso da Nouvelle Vague" (2011-03-24)


Temos a oportunidade de assistir a uma mostra de cinema da realizadora francesa Agnès Varda, a decorrer no próximo fim de semana, 26 e 27 de março, no Teatro Angrense, numa iniciativa da Associação Cultural Burra de Milho.
Conta com o apoio do Instituto Francês de Portugal, do Cine Clube de Ponta Delgada e da Culturangra, num claro esforço de divulgação do cinema de qualidade, assim como de criar oportunidades de exibição de filmes sem hipóteses de entrar no circuito comercial.
Serão cerca de 15 curtas-metragens de Agnès Varda, uma das mais importantes cineastas da atualidade. Da sua vasta produção talvez a referência principal seja o filme Duas Horas da Vida de Uma Mulher (1962), um dos porta-estandartes da Nouvelle Vague do cinema francês. Desde então muito produziu e realizou, entre a ficção e o documentário, entre a curta e a longa-metragem.
Agnès Varda nasceu na Bélgica em 1928, mas cedo se mudou para França onde estudou Literatura e Psicologia na Sorbonne, e História de Arte no Louvre. Trabalhou como fotógrafa no Teatro Nacional Popular de Paris, assim como deu início a uma carreira como fotojornalista. Realiza o seu primeiro filme aos 26 anos, em 1954, La Pointe Curte, já com indícios precursores da Nouvelle Vague francesa.
Foi casada com o realizador francês Jacques Demy, falecido em 1990, e é mãe do ator Mathieu Demy e da costureira/estilista de cinema Rosalie Varda, ambos com carreiras de sucesso. Agnès Varda foi uma das cinco pessoas a estar presente no funeral de Jim Morrison no cemitério Père Lachaise, em Paris…
Intitulada por alguma imprensa especializada como a “Avó da Nouvelle Vague”, tem um trabalho muito conotado com questões políticas e sociais, como se poderá observar por algumas das curtas-metragens a exibir.
Destacou-se também em trabalhos de parceria com outros realizadores de renome, como a sua participação nos diálogos de O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci. Após a morte do seu marido, realizou um grande filme, em formato de tributo: Jacquot de Nantes (1991), que todos esperavam ser o seu último trabalho, pela sua idade e situação pessoal. Mas em 1995 regressa com Les Cent et Une Nuits, e desde então realizou, produziu e participou em mais de 10 filmes, com o destaque para o documentário Les Pláges d’Agnès, nomeado para vários prémios.
Rivalizando já com Manoel Oliveira, pela longa carreira, Agnès Varda é uma ensaísta do cinema, sendo principalmente as suas curtas-metragens momentos de pura intervenção social e filosófica.
Aproveitando a boleia sobre a temática da Nouvelle Vague francesa, destaco ainda um filme de 2010, Os Dois da (Nova) Vaga, de Emmanuel Laurent, exibido recentemente pelo Cine Clube de Ponta Delgada.
Trata-se da história da amizade entre Jean-Luc Godard e François Truffaut, dois dos principais realizadores franceses de sempre. São muitos os filmes que realizaram e que marcaram a história do cinema, destacando-se Os 400 Golpes, de Truffaut e O Acossado de Godard.
Recorrendo a imagens de arquivo, a excertos dos filmes dos dois realizadores e folheando recortes de imprensa da época, o filme fala de uma década que transformou o mundo, podendo ser uma boa abordagem inicial a este movimento artístico do cinema francês, próprio da contestação dos anos sessenta. Inicialmente composto apenas por jovens realizadores sem grandes possibilidades financeiras, mas com uma vontade comum: transgredir as regras do cinema comercial.
Além dos dois nomes fundamentais já referidos, podemos ainda destacar Alain Resnais e Eric Rohmer, entre outros, e que tinham como principais características do seu trabalho a inflexibilidade com os conceitos narrativos da altura, apresentando uma montagem inesperada e original, onde geralmente não obedeciam à linearidade da própria narrativa.
Com o continuar dos anos, este extremismo foi-se diluindo, seguindo cada realizador o seu caminho, deixando um dos maiores legados da história do cinema, influenciando inclusive os realizadores da chama “Nova Hollywood”, como Robert Altman, Francis Ford Coppola ou Martin Scorsese.
O cinema mudou com esta vaga, que agora se refresca com a “jovem” Agnès Varda.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Amostra-me Cinema Português" - 6ª Sessão


No próximo dia 18 de julho, a Burra de Milho exibe o sexto filme do Amostra-me Cinema Português, mostra de cinema a decorrer no Centro Cultural de Angra, de Janeiro a Dezembro de 2012, desta vez com o filme de João Pedro Rodrigues, Morrer como um homem.

Amostra-me Cinema Português é um projecto que pretende a apresentação ao público terceirense de cinema português contemporâneo, dando assim a conhecer realizadores portugueses com linguagens cinematográficas e olhares diferentes sobre o nosso quotidiano.

Amostra-me Cinema Português é antes de tudo uma intenção de manifesto da vida através do cinema. É um manifesto. 


segunda-feira, 2 de julho de 2012

OuVido: Of Montreal (Geórgia, EUA)

Of Montreal - Hissing Fauna, Are You the Destroyer? (2007)

Este foi o álbum que me confirmou o valor e criatividade dos norte-americanos Of Montreal, banda que, sinceramente, ouvi pela primeira vez apenas pena estranha composição do seu nome... (supostamente devido a uma antiga namorada canadiana, mas isto são "wiki-boatos").
Disco produzido após seis ou sete trabalhos mais leves, este simboliza uma época menos boa para Kevin Barnes, o líder do projecto, tornando-o num produto ainda mais pessoalizado.
Enfim, um suave pop, com pormenores grotescos e uma negra viagem por aspectos muito íntimos do autor - isto é Of Montreal!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

BemVisto: Nos Idos de Março (tradução PT...)

The Ides of March (2011)

Outro projeto interessante de George Clooney, que visita as profundezas da ambição humana nos frenéticos últimos dias que antecedem as fortemente disputadas eleições primárias no esta norte-americano de Ohio, com vista às eleições presidenciais, quando um ambicioso assessor de imprensa se vê envolvido num escândalo político que ameaça a possibilidade de ascensão à presidência do candidato que representa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Leituras: As Loucuras de Paul Auster

Paul Auster - As Loucuras de Brooklyn (2006)

Tendo como pano de fundo as polémicas eleições americanas de 2000, As Loucuras de Brooklyn conta-nos a história de Nathan e do seu sobrinho Tom. Divorciado e afastado da sua única filha, Nathan procura apenas a solidão e o anonimato. Por seu lado, o atormentado Tom está a fugir da sua em tempos promissora carreira académica e da vida em geral. Acidentalmente, acabam ambos a viver no mesmo subúrbio de Brooklyn, e juntos descobrem inesperadamente uma comunidade que pulsa de vida e oferece uma súbita e imprevisível possibilidade de redenção.
Sob a égide de Walt Whitman, desfila neste livro toda a dimensão e multiplicidade de Brooklyn: os personagens típicos de bairro, drag queens, intelectuais frustrados, empregadas de cafés decadentes, a burguesia urbana, tudo isto sob o olhar ternurento que Auster lança da mítica ponte de Brooklyn, sem contudo deixar de orquestrar romances improváveis e diálogos hilariantes, e considerar experiências tão extremas como o casamento entre uma actriz pornográfica e um fanático religioso.
As Loucuras de Brooklyn é o mais caloroso e exuberante romance de Paul Auster, um hino inesquecível às glórias e mistérios da vida comum.