sábado, 10 de dezembro de 2011

Lançamento do Disco "Amanhecer" de João da Ilha








Data:  10 de Dezembro (21h)
Local: Casa da Baía - Setúbal




AMANHECER é o primeiro disco oficial de João da Ilha, constituído por dez
músicas originais e uma versão de homenagem a autores açorianos. Após um
EP de cinco músicas, apresentado em 2009, este é o passo natural de um projecto
que se afirma num estilo próprio, e que faz questão de cantar a língua portuguesa,
integrando diversas influências que culminam numa sonoridade acústica, calma e
sobretudo viajante… É música do Atlântico!

O disco estará disponível para venda nesse dia e será  posto 
posteriormente no site  www.joaodailha.com, em formato digital em 
http://joaodailha.bandcamp.com/ e nalgumas lojas que em breve serão divulgadas.

Podem ouvir algumas das novas canções na página MEDIA :: MÚSICA

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

De pequenino se ouve o violino… (2010-10-21)


Realizaram-se nos passados dias 11, 13 e 15 de Outubro três concertos pela Orquestra Académica Metropolitana, em três escolas secundárias regionais, Antero de Quental (Ponta Delgada), Manuel de Arriaga (Horta) e Tomás Borba (Angra do Heroísmo). A grande particularidade deste evento, além da excelente iniciativa de levar música às escolas pela Direcção Regional da Cultura, integrado na programação da Temporada de Música 2010, é o facto de estes concertos serem comentados.
Sob a direcção do maestro Jean-Marc Burfin, foram interpretadas várias obras de dois autores europeus, no âmbito do que vulgarmente intitulamos de “música clássica”, geralmente de origem ocidental. Paralelamente existiam os comentários pelo maestro César Viana, permitindo assim aos jovens um contacto directo com este género de música, apoiado por explicações variadas, funcionando ao mesmo tempo como um forte contributo para o eterno problema da formação de novos públicos.
Geralmente quando nos confrontamos com este tipo de música pelas primeiras vezes, e pelo facto de não existir o hábito da sua audição, estranhamos, mesmo que a consideremos bela, angelical e etérea. Quando não estamos confortáveis com algo, por não dominarmos a sua essência, somos obrigados a tentar perceber o que se passa – o que obriga a um maior esforço para compreender, exercitando assim o cérebro, algo muito positivo, numa época subjugada pelo facilitismo da televisão e restantes media.
Reside de facto aí o grande valor desta iniciativa, providenciando uma experiência talvez mais importante do que os próprios jovens se possam aperceber no momento.
Também é de destacar o papel desta Orquestra Académica Metropolitana, eixo central de formação de jovens músicos portugueses, que mantém uma grande actividade, como é exemplo o facto de na temporada passada ter apresentado dez concertos com quatro programas diferentes.
Paralelamente aos concertos comentados, a descentralização musical e a interligação com outros projectos culturais tem sido ferramentas muito utilizadas em Portugal, e bem, com vista à captação de novos públicos, amantes e praticantes, com um merecido destaque dirigido à Orquestra Metropolitana de Lisboa, responsável por assegurar a programação regular em cerca de 15 autarquias de todo o país.
Por fim, realce à excelente programação da Temporada de Música 2010, com um verdadeiro sentido de descentralização, servindo mesmo de exemplo a outras áreas de gestão na região. Continua a ser um evento de projecção nacional, mas servindo essencialmente pela apresentação de artistas que de outra formam não viriam aos Açores.
Só tenho pena de a deslocação entre Terceira e São Miguel não ser mais fácil, como um Lisboa – Coimbra, pois não perderia certamente o espectáculo de Olga Roriz, no próximo dia 23 de Outubro, pelas 21h30, no Teatro Micaelense. A não perder!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OuVido

Nuspirit Helsinki - Nuspirit Helsinki (2002)

Neste mundo de trocadilhos, este colectivo é mesmo finlandês. Não se nota no entanto nenhuma "frieza" na ligação que conseguem fazer entre o jazz e a electrónica, com toques claros de downbeat e trip-hop, juntando muitos elementos de várias origens para este seminal trabalho.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Jeff Wall: “Os grandes fotógrafos são poetas”


30.11.2011 - Óscar Faria, em Santiago de Compostela

É um dos nomes centrais da arte das últimas décadas. O canadiano Jeff Wall revela, no Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, muitas das obras que inspiraram o seu trabalho. Uma exposição relevante, através da qual é possível perceber as razões pelas quais este é um dos herdeiros da aventura surrealista (ler mais)...

(In Ípsilon)

domingo, 4 de dezembro de 2011

OuVisto

A Estrada (The Road, 2009)

Uma poderosa história, num mundo apocalíptico, onde, como sempre, vencerá o amor. A viagem de um pai e um filho à procura de segurança, baseado no marcante livro de Cormac McCarthy.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Labmeeting


LABMEETING | 8 a 11 de Dezembro 2011 | Programação

Nos próximos dias 8 a 11 de Dezembro decorrem as reuniões dos júris do LABJOVEM - Concurso de Jovens Criadores dos Açores (3ª Ed./2011). As reuniões decorrem na EXPOLAB, Lagoa, em São Miguel, e estão inseridas no programa LABMEETING, promovido no âmbito da deliberação dos júris acerca dos trabalhos a serem seleccionados para a próxima MOSTRA LABJOVEM.

assim, o LABMEETING inclui:

Dia 08 de Dezembro 
Carmina Galeria | Angra do Heroísmo | Terceira
21h30 | Lançamento do livro Indiferença, de Rui Cabral*  (com a presença do Autor, do Director Regional da Cultural, Dr. Paulus Bruno, e de Miguel Costa, Associação Cultural Burra de Milho)
22h00 | Actuação de Emanuel Paquete** 

Dia 09 de Dezembro 
Galeria Arco 8 | Ponta Delgada | São Miguel
22h00 Lançamento do livro Indiferença, de Rui Cabral*  (com apresentação de valter hugo mãe e presença do Autor, do Director Regional da Cultural, Dr. Paulus Bruno, e de Rogério Sousa, Associação Cultural Burra de Milho)
23h00 | Inauguração da exposição “Bandas Sonoras” da fotógrafa Rita Carmo (membro do júri de fotografia da 3ª ed. do LABJOVEM).
24h00 | Actuação de Flávio Cristóvam*** 

Dia 10 de Dezembro
Hotel Avenida | Ponta Delgada | São Miguel
21h30 – Lançamento dos livros Índia e Fotografia, do fotógrafo Joel Santos (membro do júri de fotografia da 3ª ed. do LABJOVEM),
22h00  Conferência de Joel Santos.

De 9 a 11 de Dezembro
EXPOLAB | Lagoa | São Miguel
Durante o dia - Reuniões e deliberações dos membros do júri das 10 categorias a concurso na 3ª Edição do LABJOVEM - Concurso de Jovens Criadores dos Açores (2011)


LABJOVEM - Concurso de Jovens Criadores dos Açores é um programa do Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional da Juventude, com organização da Associação Cultural Burra de Milho.

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* autor seleccionado na categoria de Literatura da 2ª edição do LABJOVEM – 2009 | segundo livro da colecção Literatura LABJOVEMiniciada em 2011;
** seleccionado na categoria de Música na 1ª edição do LABJOVEM – 2007
*** seleccionado na categoria de Música na 2ª edição do LABJOVEM - 2009, vencedor da menção LABREVELAÇÃO - 2009

domingo, 27 de novembro de 2011

A Ver...

The 4400 (2004-2007)
Série televisiva sobre um grupo de 4400 pessoas, raptadas no passado e devolvidas pelo futuro. A ver, e a gostar.
Aliás, de como todos os produtos que abordem a temática de como trataremos das consequências da actividade humana no futuro do planeta, principalmente as relações pessoais e as próprias estruturas das sociedades... para não falar dos meios de transporte e actividades lúdicas!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A crise, o vulcão e a música (2010-10-05)

Da Islândia não nos vem apenas a crise e o vulcão (assim como uma vitória da selecção), mas acima de tudo música!
Trata-se de um país com uma população de 320 mil habitantes, quase a mesma que nos Açores, embora com uma área maior do que Portugal Continental (cerca de 100 mil quilómetros quadrados). Aliás, e sem juízos de qualquer tipo, as poucas semelhanças que existem connosco resumem-se ao facto de ser uma ilha, aos seus muitos fiordes (tipo fajãs) e a vários sítios de cariz geotérmico (tipo furnas). Enquanto sociedade, são extremamente liberais, com uma das mais altas taxas de literacia do mundo (99%), auto-suficientes e independentes – toda a electricidade é fornecida através de energias renováveis, como a geotermal ou a hidráulica!
A nível musical, possuem uma tradição baseada em canções folclóricas sobre amor, duendes e marinheiros, que manteve certas características desaparecidas em outros países nórdicos. O destaque vai para um tipo de canção, chamada “hákveöa”, que se refere a um especial ênfase dada a certas sílabas das palavras que compõem as letras, assim como existem muitas canções “à capela”, originárias ainda dos tempos dos Vikings. Para a actualidade parece ter subsistido esse aspecto contemplativo e abstracto, com paisagens muito extensas, gelo a perder de vista, muito monótono…
Com um destaque óbvio para a artista Björk, considerada mesmo a islandesa mais famosa do mundo, existem outras referências musicais internacionais deste pequeno país, como os míticos The Sugarcubes, os Sigur Rós e a recente sensação Emiliana Torrini.
Se nos Sigur Rós conseguimos claramente personificar a imagem apresentada da cultura islandesa, produzindo um som hipnótico, de cariz sensorial e angélico, já com os The Sugarcubes temos o oposto, com um rock irreverente e energético, que contava com a voz de Björk para congregar tudo. Mesmo tendo a banda terminado em 1992, deixaram um grande legado e influência a bandas de todo o mundo. Por outro lado Emiliana Torrini, sensual e elegante, consegue ter uma linguagem actual, com uma base electrónica, nitidamente influenciada por outras bandas islandesas menos conhecidas, mas de grande importância para o cenário actual como os GusGus ou os Múm.
A cena “indie” é muito forte na Islândia, talvez por ser apenas uma moda, talvez pelos vários exemplos de sucesso, talvez por uma característica identitária com base no seu isolamento e solidão, quem sabe… Mas nestes últimos anos deu-se um grande desenvolvimento da música na Islândia, quer a nível comercial, quer a nível alternativo, devido sem dúvida a bandas que atingiram um certo estrelado como os já referidos GusGus, ou então o caso dos The Funerals ou Ólafur Arnalds, para o que tem fortemente contribuído o “Icelandic Airwaves”, um festival internacional anual, realizado nos vários clubes da capital Reiquiavique.
Mas o que de facto é impressionante, e que me levou a escrever este artigo é a quantidade de bandas musicais existentes no país, das mais variadas áreas, e acima de tudo, com grande qualidade. Num país com a mesma população de que os Açores, embora num contexto geográfico e histórico completamente diferente, conseguem apresentar garantidamente mais de 50 bandas já com alguma dimensão, para não falar nas centenas de bandas que existem nos liceus, universidades e clubes desta gelada ilha.
Aqui ficam alguns exemplos de qualidade e de relativo sucesso: Apparat Organ Quartet, FM Belfast, Amiina, For a Minor Reflection, Strafraenn Hákon, Daníel Ágúst, Einar Orn, Jóhann Jóhannsson, Jónsi & Alex, Sin Fang Bous, Óllöf Arnalds e Steindor Andersen.
Que a seguir à crise, ao vulcão e à vitória portuguesa, usufrua de uma boa audição de música islandesa!


Nota: na altura já sonhávamos com a ida da selecção ao Europeu, assim como com o fim da crise...